Deputados do PS defendem que a UMa deve ter acesso a fundos europeus

Os deputados do PS-Madeira à Assembleia da República, Carlos Pereira e Olavo Câmara, estiveram reunidos esta tarde com a reitoria da Universidade da Madeira (UMa), num encontro onde foram abordados os problemas relacionados com o financiamento deste estabelecimento de ensino superior, tendo assegurado que irão trabalhar no sentido de serem resolvidas estas questões.

Apesar de o Conselho de Reitores ter assinado recentemente um acordo sobre as perspectivas financeiras para os próximos quatro anos que prevê já um aumento de 2,4% no financiamento, o deputado Carlos Pereira referiu, à saída da reunião, que tal não é ainda suficiente, face às necessidades e às perspectivas que a UMa tem, refere uma nota dos socialistas.

O parlamentar  deu conta de alguns problemas estruturais que têm de ser ultrapassados, o primeiro dos quais tem a ver com a atracção de alunos. “Há uma dificuldade grande de uma universidade que está no meio do Atlântico atrair novos alunos”, considerou, acrescentando que “o financiamento das universidades é feito com base no número de alunos” e que “se não atraímos mais alunos, temos menos financiamento”. “Cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia criar os programas adequados para ultrapassar esse problema de atracção de alunos”, afirmou.

Outro problema apontado por Carlos Pereira tem a ver com o acesso ao financiamento privado. Enquanto que no plano nacional as universidades que estão nos principais centros têm mais facilidade de aceder a esse financiamento, dado que são zonas com um tecido económico muito mais pujante, a UMa tem mais dificuldades em aceder a mais financiamento por essa via, pelo que há que encontrar soluções alternativas.

Por outro lado, o deputado apontou um outro problema – da responsabilidade dos governos nacional e regional – que é o facto de a UMa não ter acesso a fundos europeus no actual quadro comunitário. “Isso tem de ser resolvido. Nós vamos fazer aquilo que está ao nosso alcance, no sentido de garantir que este Governo da República vai acabar com esta coisa que é absolutamente ingrata e injusta para a Madeira, que é não ter acesso – tal como a Universidade dos Açores – a estes fundos comunitários”.

O acesso da UMa a programas de Ciência e Tecnologia, tais como o “Horizonte 2020”, foi outra das preocupações manifestadas.