Quinta da Palmeira apresenta o romance “Golden Gate Grand Café – O Romance da Vida de Sherlock Holmes”, de Laura Moniz

A autora madeirense Laura Moniz efectua uma aposta ousada com o seu livro mais recente, colocando a Madeira no mapa da “sherlockiana”. Para quem não sabe, este é o termo que designa os trabalhos criativos não canónicos que empregam a personagem do extraordinário detective Sherlock Holmes, criado por Sir Arthur Conan Doyle e que surgiu pela primeira vez em 1887. Em “Golden Gate Grand Café – O Livro da Vida de Sherlock Holmes”, Laura Moniz insere as mais inacreditáveis peripécias na vida de Sherlock, trazendo-o inclusivamente à ilha e a relações com famílias inglesas cá estabelecidas. A apresentação do livro, uma edição de autor já disponível online, acontecerá a 7 de Dezembro, pelas 14 horas, na Quinta da Palmeira, no Funchal.

Está prevista a presença, além da autora, de Manuele Masini, editor, académico e investigador na área de literatura, natural de Itália e radicado em Lisboa, bem como de Eduardo Welsh, proprietário da Quinta, e de Luís Sobral, “que recentemente abdicou do título de Conde de Sobral a favor do seu filho mais velho, fundamentais na realização do livro, como o eleitor se aperceberá”, refere uma nota.

“Ao dar vida à personagem Sherlock Holmes, à semelhança dos exemplos da literatura internacional, esta obra adquire carácter único na literatura portuguesa dada a inexistência de obra semelhante. Se Nicholas Meyer associa Holmes a Sigmund Freud, e Loren D. Estleman narra outra relação improvável, Sherlock Holmes e Drácula, Laura Moniz reaviva a personagem de Arthur Conan Doyle para explorar o período de desaparecimento temporário de Sherlock após a contenda com o professor Moriarty nas cataratas de Reichenbach”, salienta um comunicado de imprensa.

“Colocando Sherlock na rota de acontecimentos (contenda do Mapa cor-de-rosa e o regicídio) e personagens (D. Carlos I, dª Maria Pia) da história portuguesa e madeirense (Harry Hinton) e inserindo-o numa intriga que decorre entre a famosíssima 221b Baker Sreet (Londres), Sintra, Lisboa e Funchal – Golden Gate, Quinta do Til e Quinta Magnólia – na narrativa, própria do género policial, o leitor depara-se com a dúvida entre o que é ficção e o que é real. E se Sherlock surge neste romance como personagem real, amigo de Harry Hinton, a introdução de elementos biográficos da autora no conjunto da obra, transpondo para os mesmos o mistério, reforça o sentimento suscitado, e por fim deixa ao leitor a última dúvida (que fica por solucionar). Quem é o Mr. A?”

A apresentação deste romance, avança-se, “corresponde à primeira acção do plano de redinamização da Quinta da Palmeira – cujos pormenores serão conhecidos em breve – o qual pretende, por um lado, preservar e valorizar os seus amplos e diversificados espaços arquitectónicos, a sua história, o seu espólio e as espécies botânicas que a integram e, por outro, contribuir para a dinamização artística e científica do Funchal, bem como a integração destas actividades no contexto nacional e internacional. A propósito do lançamento do livro, Eduardo Welsh refere que “o romance de Laura Moniz funde a realidade com a ficção, criando um género de literatura com referências locais apelativas aos visitantes da Madeira, proporcionando-lhes uma introdução da história e do imaginário local e das suas relações globais”.

Laura Moniz é licenciada em Línguas Modernas, Estudos Portugueses e Ingleses. Publicou entre 1984 e 2002 com o nome de São Moniz Gouveia, em várias antologias, jornais e revistas. Tem poesia, crónicas e contos dispersos no JL, no diário de Notícias, no Tribuna da Madeira, no Eco do Funchal, na revista Sagarana (Itália), na antologia Poeti Contemporanei del `Isola di Madera, no Ilha 4 e Ilha 5, na revista Atântico, na Atlântica e Racconti triestini. Antologia di scrittrici contemporanee (antologias italianas), na revista Serta (Espanha), na revista Almanaco del Ramo d’Òro (Itália), na antologia Poesia no Porto Santo, na revista Islenha, na revista Spori Incontri e Fraganze (Itália), na antologia 10+1 Poetas para estar, na revista Margem 2, nas antologias Crónica Madeirense, Pontos Luminosos e Cadernos de Santiago.

Na lista das suas publicações individuais contam-se, na poesia, Cartas para um tenente (1996), Lupus in Fabula, Colecção Livros de Cordel, CMF (2002), O templo móvel, Campo das Letras (2002), A musa das coisas pequenas, Arguim (2002). No campo da narrativa, Cerejas (2007), Editorial 100 e Hotel Paraíso (2008).

Este livro, com capa do artista plástico madeirense Eduardo de Freitas, tem prefácio do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, que considera “repleto de paixão e inteligência” e escrito “com uma prosa que brilha e fascina”.