Novo comandante da Zona Militar da Madeira diz que se sente em casa em quartel por onde já passou como capitão

Fotos: Rui Marote

O novo comandante da Zona Militar da Madeira, brigadeiro general Pedro Sardinha, foi hoje empossado no cargo no Regimento de Guarnição nº 3, no Funchal, na presença do chefe do Estado Maior do Exército, José Nunes da Fonseca, e do 2º comandante do Comando das Forças Terrestres, major-general Xavier de Sousa, este último, responsável por uma alocução. Foi a única a ouvir-se no âmbito desta cerimónia militar, na qual o protocolo foi seguido, com a transmissão do Estandarte Nacional e o desfile das forças em parada.

Na ocasião, foi lido o currículo do novo comandante militar e enaltecido, pelo major-general Xavier de Sousa, o papel que o Exército tem desempenhado na Região. O destaque foi dado ao bom aprontamento que os militares madeirenses têm evidenciado, e que se espera que continue como tem decorrido até agora. Xavier de Sousa salientou que os homens e mulheres das Forças Armadas formados na Madeira têm-se destacado nas unidades em que são inseridos fora da Região, quer ao nível nacional, quer ao nível internacional, como ainda recentemente aconteceu com a formação de um contingente que participou numa missão de instrução das forças militares e de segurança do Iraque. A “extraordinária generosidade e espírito de servir” do soldado madeirense foi exaltada. A Zona Militar da Madeira, disse, é “um exemplo de sucesso no recrutamento e na formação”.

Também o papel que o Exército tem desempenhado na colaboração com os serviços da Protecção Civil da Madeira, e a resposta e ajuda necessária em situações de emergência ou catástrofe natural, foi realçada pelo orador, que insistiu bastante neste aspecto. A presença do Exército, disse, “é permanente, perpetuamente solidária e disponível” na RAM. E os militares querem garantir que esse mesmo apoio continua a fazer-se sentir.

O major-general Xavier de Sousa agradeceu ainda a presença na ocasião de militares que já passaram à reserva e à reforma, que, sublinhou, continuam a inspirar aqueles que se mantêm no activo.

Por outro lado, foi destacada a “postura de verticalidade” e a “competência” do novo comandante da ZMM, já demonstrada noutros cargos, e que o torna “justo merecedor de confiança”.

Aos jornalistas, Pedro Sardinha deu conta da sua satisfação pela nomeação. “Espero estar ao nível das responsabilidades e confiança que foram depositadas em mim por S. Exa. o chefe do Estado Maior do Exército”.

O brigadeiro-general relembrou que já passou pelo quartel madeirense na altura em que o mesmo era o Regimento de Infantaria do Funchal, RIF, quando era capitão. Fica satisfeito por isso porque voltará a encontrar militares e civis com os quais conviveu anos atrás, e “sente-se em casa”.

Questionado sobre a existência, pela primeira vez, de uma separação entre o Comando Operacional e a ZMM, deu a entender que isso em nada afecta as suas funções, que “estão perfeitamente definidas”, não havendo “qualquer razão para o prestígio do Exército” estar afectado” de qualquer modo.