

Paulo Cafôfo, que nas listas do PS foi candidato a presidente do Governo nas últimas eleições regionais e que hoje é deputado socialista, já filiado no partido, defendeu, hoje, nas jornadas parlamentares, um «aprofundamento da Autonomia, refundando-a».
O parlamentar socialista lembrou que “estamos quase celebrar os 50 anos da criação da Autonomia (em 2026) e que a realidade atual é diferente daquela verificada em 1976, aquando da sua implementação. «O mundo mudou e, portanto, a Autonomia tem de mudar», afirmou.
Paulo Cafôfo referiu que o Estado é, no seu ADN, centralista e que «a Autonomia é a resposta mais eficaz que temos para a resolução dos nossos problemas».
Como refere uma nota do gabinete de comunicação do PS, “o deputado sustentou que o nosso sucesso enquanto região autónoma estará dependente da forma como nós partilhamos os poderes. «Mas há uma questão que é essencial: é estarmos nesses locais de decisão, porque se nós não estamos onde se decide, não vamos conseguir obter resultados positivos e vamos continuar com os mesmos problemas de sempre, com a gritaria habitual e com o contencioso, que não ajuda nem resolve nada».
O parlamentar advertiu, contudo, que «não podemos ser subservientes» e que «temos de defender até às últimas consequências os interesses da Região». «Temos de reforçar a Autonomia, porque ao reforçarmos a Autonomia estamos a reforçar a coesão nacional», disse ainda.
No seu discurso, Cafôfo lançou ainda farpas para o PSD, que «não consegue sair do passado e limita-se a movimentos de adaptação», já que «adaptou-se ao CDS, mas não consegue sair do passado onde efetivamente está». «Temos um governo que nega os problemas, que adia soluções, que dá falsas esperanças e que não tem visão de futuro», criticou ainda.
Coube ao presidente do PS-Madeira encerrar as jornadas. Emanuel Câmara apontou já holofotes em direção a 2021, ano em que se realizam eleições autárquicas.
«Daqui a dois anos, temos umas eleições que são determinantes para o futuro da Região Autónoma da Madeira», disse o líder socialista, avançando que o grande desafio é ir ao encontro da população. «Temos de ir para o terreno, para os concelhos todos. Daqui a dois anos temos umas eleições que são fundamentais para afirmar o PS na RAM, e isso passa por uma afirmação do poder autárquico da responsabilidade do PS, sejam câmaras municipais ou juntas de freguesia», sustentou, acrescentando que «todos temos de dar o máximo, custe o que custar».
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





