Exposição no Museu Nacional de Arqueologia dá conta de pesquisas de historiadores da Madeira

Rui Carita e Graça Fonseca

O historiador Rui Carita esteve em destaque no passado dia 14 do corrente mês em Lisboa, no Museu Nacional de Arqueologia, onde foi inaugurada a exposição “Identidade e Cultura – Património Arqueológico de Sharjah (Emirados Árabes Unidos). Na ocasião, além deste investigador, pessoa conhecida do mundo cultural madeirense e não só, marcaram presença a directora-geral do Património Cultural, Paula Araújo da Silva, o director-geral da Autoridade Arqueológica de Sharjah, Sabah Abboud Jasim e o director do Museu Nacional de Arqueologia, António Carvalho.

Também presentes, a Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e o xeque sultão bin Ahmed Al-Qasimi, presidente do Conselho de Comunicação Social de Sharjah, em representação do Emir de Sharjah, bin Muhammad A-Qasimi.

Esta mostra resulta dos trabalhos arqueológicos nos quais esteve envolvido Rui Carita, e do qual o FN deu conta já em 2016. Recorde-se que a missão envolveu uma equipa de arqueólogos, docentes, alunos e ex-alunos, ligados à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e ao seu Instituto de Arqueologia e Paleociências, dirigida pelos professores Rui Carita, Rosa Varela Gomes e Mário Varela Gomes, e realizou-se na antiga fortaleza portuguesa de Quelba.

O xeque sultão bin Ahmed Al-Qasimi.

Esta missão arqueológica contou com o apoio logístico do Instituto de Arqueologia e Paleociências da UNL, na Península Arábica, em zona frequentada pelos Portugueses a partir do século XVI, e resultou de um convite por parte das autoridades locais e do Emir Sheikh Sultão III bin Muhammad Al-Qasimi, do Emirado de Sharjah. O investigador João Lizardo, bem conhecido do nosso meio, também esteve envolvido. 

Conforme explicou ao nosso diário Rui Carita, a mostra no Museu Nacional de Arqueologia, nos Jerónimos, abrange várias salas e recria um ambiente árabe, com um gosto islâmico próprio e evocativo do deserto, num “dialogo de civilizações” expresso na rede de fortificações criadas a partir das navegações portuguesas. “O primeiro passo da globalização é feito a partir da viagem de Vasco de Gama”, na qual foi aberto o caminho marítimo para a Índia. Até então, refere, os contactos com a Europa eram mínimos.

A exposição deverá permanecer naquele local durante algum tempo. Rui Carita está a pensar em remontá-la, posteriormente, no Porto, aproveitando depois este mesmo material expositivo para realizar uma mostra em Sharjah ou no Dubai, sobre as escavações portuguesas ligadas ao islamismo na Península Ibérica.


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