Augusta Aguiar refere na ALRAM que regressados na Venezuela já foram apoiados em mais de um milhão de euros

Tem prosseguido esta tarde na Assembleia Legislativa da Madeira a discussão do programa do Governo Regional, que se iniciou com uma intervenção da secretária regional da Inclusão Social e Cidadania, Augusta Aguiar, defendendo a sua “dama” e prometendo as tão propaladas medidas de coesão social de que Miguel Albuquerque tem tão insistentemente falado. Do aposta no apoio à criação de emprego à habitação, todas estas áreas estão sob competência directa de Augusta Aguiar, que se mostrou disposta a honrar o legado da sua antecessora e de prosseguir, também, apoio a idosos e colaboração com as IPSS. Nesta particular, enfatizou o complemento social para idosos que auferem pensões baixas. Um aspecto que mereceu questões colocadas pela oposição, nomeadamente pelo Juntos Pelo Povo, cuja deputada, Patrícia Spínola, insistiu na clarificação de uma série de questões relacionadas com os cidadãos séniores, incluindo as ajudas domiciliárias. O PS também veio, pela voz da parlamentar Sofia Canha, insinuar que a habitação social é cedida sem critérios devidamente transparentes.

Augusta Aguiar anunciou um aumento de camas nos lares para idosos e a criação de “centros de noite”, o primeiro dos quais deverá funcionar em São Pedro, para duas dezenas de cidadãos séniores. Enalteceu ainda a abertura na Ribeira Brava de um lar destinado especificamente àqueles que sofrem da doença de Alzheimer. Mas Élvio Jesus, do JPP criticou por seu turno o “modus operandi” dos lares, denunciando a falta de pessoal de enfermagem e de apoio e, mais uma vez, insinuando a falta de “transparência” na sua gestão.

 

Claro que os social-democratas, da sua bancada, apoiaram as declarações da secretária regional e mostraram-se satisfeitos com o trabalho que tem sido realizado.

 

 

Já o deputado comunista Ricardo Lume referiu que os trabalhadores têm de ser valorizados, numa atitude necessária para o combate à pobreza, e disse que 40 por cento das pessoas que, na RAM, estão em risco de pobreza são trabalhadores. Mas, pelo seu lado, Augusta Aguiar disse que não há dados que possam facilitar a conclusão de que a pobreza na RAM aumentou, como insinua alguma oposição.

Augusta Aguiar, entretanto, deu como dado adquirido que o Governo Regional prosseguirá a sua política de apoio aos que vêm agora da Venezuela, fugindo das dificuldades económicas lá enfrentadas sob o regime de Nicolás Maduro e os embargos a que está sujeito. Citou mesmo que já foi concedido aos emigrantes regressados um milhão de euros em apoios.