Cada visitante paga 1 euro para ver as trutas no Ribeiro Frio a partir de 2 de maio de 2020

Albuquerque Ribeiro FrioQuem quiser visitar a zona das trutas, no Ribeiro Frio, vai pagar 1 euro a partir de 2 de maio de 2020. Foi isso mesmo o que disse o presidente do Governo Regional quando hoje visitou as obras ali desenvolvidas e que visam, precisamente, dar melhores condições para oferecer aos visitantes. Por ano, os números indicam cerca de 100 mil visitantes ao local, o que a manter-se significa que o Instituto de Florestas arrecada 100 mil euros por ano.

Miguel Albuquerque diz que um dos objetivos é criar condições de estacionamento, que passa pela aquisição de um terreno com capacidade para 100 carros ligeiros e10 autocarros, sublinhando que se trata de uma infraestrutura que cumprirá com as regras ambientais.

A antecedência da entrada em vigor do respetivo pagamento tem a ver com a necessidade de alertar os operadores turísticos com seis meses de antecedência para que os mesmos possam te conhecimento desta alteração a tempo e horas, explicou o líder do Executivo.

Trata-se de uma obra orçada em 194.000 euros e apoiada pelo Programa Madeira 14-20 – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em 85%. A empreitada insere-se no projeto de “requalificação dos Parques Florestais das Queimadas e do Ribeiro Frio”. O custo total das duas recuperações foi de cerca de 572.000 euros

Segundo uma nota informativa da presidência do Governo, esta intervenção “incidiu sobre a recuperação do Posto Aquícola do Ribeiro Frio, que é uma piscicultura que produz truta arco-íris. Nesta instalação são mantidos reprodutores para produção de ovos e alevins (peixes jovens), com o objetivo de fomentar a pesca em águas interiores”.

Esta piscicultura funciona desde 1960 e situa-se numa paisagem privilegiada, tendo-se tornado num local de grande interesse turístico, que recebe milhares de visitantes por ano.

O projeto consistiu no seguinte na “colocação de guarda metálica (gradeamento) para garantir segurança; montagem de uma caixa de pagamento automático e de torniquetes para controlar entradas e saídas na piscicultura; instalação de uma central de gestão, de bancos de jardim e de pontos de recolha de lixo; criação de um gabinete de apoio; regularização do piso dos acessos, tendo em consideração os utentes com deficiência motora; colocação de elementos individuais de identificação, informação e sinalização, para dotar a piscicultura de informação sobre a sua História, os seus objetivos, a espécie existente e as atividades que desenvolve; implantação de sanitário público para homens, mulheres e deficientes, localizado no exterior do recinto da piscicultura e de um Sistema de Tratamento de Águas Residuais do sanitário público (mini ETAR); colocação de informação sobre birdwatching, localizado no exterior do recinto da piscicultura; introdução de espécies da flora indígena com valor ornamental”.