Morando com o perigo na Levada de São João

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Foto Rui Marote

Alguns ainda se lembram de um antigo diretor regional que, um célebre dia, disse aquilo que foi considerada uma enormidade, que as derrocadas estavam para a Madeira como os sismos para o Japão. Claro está, caiu mal em todo o lado e ainda hoje se fala disso. Mas com alguma razão, embora politicamente incorreto dizer-se. Acima de tudo, por caber, precisamente ao poder político, encontrar soluções para não ficar parado à espera das derrocadas “normais” na Madeira.

Mas a verdade, pondo de lado o exagero e a inoportunidade da declaração, é que a Madeira tem, um pouco por todo o lado, estes perigos que colocam de sobreaviso quem circula nas estradas e nas levadas e veredas, umas envolvendo percursos para as habitações, outras de atividade turística, onde o desconhecido pode surpreender aqueles que diariamente visitam locais tão paradisíacos quanto perigosos.

Depois do que se passou no Caldeirão Verde, um percurso turístico, o repórter Rui Marote deixou, através da captação desta imagem, um alerta mesmo dentro do Funchal. Não são turistas que ali passam, são residentes de várias habitações, que dia a dia são obrigados a passar sob este amontoado de pedras que, numa primeira análise, parece que vão cair a todo o momento, sendo que esta apreciação não tem, logicamente, qualquer sustentação técnica para podermos garantir que realmente há perigo suscetível de exigir intervenção.

Não sabemos do ponto de vista técnico, mas que olhando até arrepia, lá isso é verdade.