Encerramento da Feira do Santo é facto consumado apesar dos protestos, garante a Câmara

feira do santo da serra

A Câmara Municipal de Santa Cruz foi hoje confrontada com uma manifestação, em frente aos Paços do Concelho, de feirantes da Feira do Santo da Serra, espaço que a Autarquia decidiu encerrar. Os feirantes queixam-se, mas a Câmara esclarece que não recebia nada e ainda pagava renda, água, eletricidade e limpeza do recinto.

Hoje, os feirantes foram a Santa Cruz em protesto. E quase em simultâneo, a Câmara emitiu um comunicado onde lamenta “o aproveitamento político de um partido, a CDU, que quase desapareceu nas últimas eleições e que promove uma política arruaceira, que coloca em causa o normal funcionamento de um serviço público e prejudica, desta forma, todos os munícipes de Santa Cruz”.

A Autarquia lamenta o aproveitamento político de uma decisão “perfeitamente legal e ponderada, que foi tomada por esta autarquia, que não encerrou a Feira do Santo da Serra, mas sim cessou o contrato de arrendamento com a Diocese do Funchal, por claro incumprimento dos feirantes, que não pagam renda e que manifestaram sempre resistência durante os seis anos em que se tentou fazer acordos de pagamento”.

Aponta a Câmara de Filipe Sousa que “aquilo que existe no Santo da Serra é um claro caso de injustiça perante os cidadãos que cumprem os seus deveres, que pagam os seus impostos e rendas, e que cumprem as regras de viver numa sociedade democrática, onde os direitos correspondem a deveres”.

“A decisão tomada pela Câmara Municipal de Santa Cruz é definitiva, porque sustentada no rigor, na legalidade e porque a situação da Feira do Santo da Serra criava um desequilíbrio financeiro, uma vez que a autarquia nada recebia, tinha de pagar renda e assegurar serviços com a água, a eletricidade e a limpeza do recinto. Nenhum outro empresário ou vendedor tem este tipo de benefício”.