Chega vira-se para o potencial do mar no último dia de campanha

O Partido Chega esteve esta manhã junto ao Cais da Cidade, para falar sobre temas ligados ao Mar.
Além de ter lembrado que Portugal tem uma das zonas económicas marítimas das maiores da Europa, disse que estamos já há alguns anos, de costas viradas para o Mar, um país que sempre esteve ligado a ele.
Lembrou que temos o Registo internacional de navios, com um bom nome na praça mundial, mas que tal não era aproveitado pelos portugueses, (por forca de uma lei marítima ultrapassada) que tem embarcações de recreio, pois este registo com sede na Madeira, apresenta alguns atractivos fiscais.
O Partido Chega irá propor na Assembleia da República a alteração da Lei Marítima Portuguesa, completamente desactualizada para os tempos que correm de alta tecnologia.
Compara mesmo a actual lei com as do século XV, uma lei marítima de recreio que terá de se aproximar à lei Holandesa, Belga ou mesmo Francesa, desta forma atrairia os portugueses que tem embarcações com outras bandeiras a registar em Portugal, e mais importante, seria atrair proprietários de outros países a fazer o registo em Portugal nomeadamente no MAR da Madeira, que desta forma seria uma forte fonte de receitas.
Segundo o Chega, a Lei marítima para barcos de pesca também deveria ser revista e desburocratizada.
Ainda foi dito que a Madeira tem as 2 marinas mais caras do Atlântico, a da Calheta e a da Quinta do Lorde, restando uma no Porto Santo que além de pequena está degradada, e a do Funchal não tem espaços disponíveis, afastando desta forma os 15 mil barcos de turismo que passam ao largo, e que pelas razões acima descritas vão directamente para Canárias privando a RAM de mais esta fonte de receitas.
Foi abordado o Tema da Piscicultura que tem contornos pouco claros e existe vários estudos a realizar sobre este tema, e não valendo o imediato lucro económico.
Ontem ao final do dia, o Chega também reuniu com a ATRAM, e ouviu dos representantes sindicais algumas queixas da concorrência desleal.
“Estão a nos impor que os táxis tenham menos de 15 anos, mas as companhias de autocarros e empresas de animação turística com jeeps com mais de 30 anos não são fiscalizados”, lamentam.