Juros da dívida parecem “punição de Lisboa”, diz a candidata Sara Madalena

CDS Sara Madalena 28 de setembro BA candidata do CDS-PP à Assembleia da República disse este sábado que os juros que o Governo Central cobra à Madeira pelo empréstimo que o Estado concedeu à Região, em 2012, tem foros de “punição” de Lisboa contra o povo da Madeira e Porto Santo. “Serão esses juros punitivos?”, interpelou a candidata, que deu a resposta: “Cremos que sim, e se eu for eleita para a Assembleia da República, tudo farei para sanar essa injustiça que, do nosso ponto de vista, é uma punição, tendo em conta a relação da autonomia com o Estado.”

A Madeira tem insistido junto do Governo nacional para que reduza a taxa de juro (3, 375%) do empréstimo de 1.500 milhões de euros que a região contraiu em 2012 junto da República para fazer face a uma dívida pública na ordem dos 6.000 milhões de euros, entretanto, o Estado tem conseguido se financiar a menos de 1% nos mercados internacionais mas continua a apresentar à região uma taxa de 2,78%.

No segundo semestre deste ano, foi anunciada “uma redução ténue”, muito longe dos valores pretendidos pela região. “Parece-nos que foi uma redução muito oportuna, eleitoralista, tendo em consideração que foi feita em cima do período eleitora”, destacou a jovem advogada. “Felizmente a população é cada vez mais informada, mais inteligente, e sabe discernir.”

O objectivo da candidata é recuperar o lugar que o CDS já teve no Parlamento nacional, e por isso tem privilegiado o contacto directos com as populações e comerciantes. Este sábado realizou um périplo por várias zonas do Funchal, passando pelo Mercado da Penteada, Avenida das Madalenas, em Santo António, centro da freguesia e entroncamento das Courelas.

Depois de São Vicente, Porto Moniz, Ribeira Brava, Câmara de Lobos e Funchal, Sara Madalena, que também é vereadora na Câmara da Ponta do Sol, desloca-se este domingo a Santa Cruz para contactos com as populações das várias freguesias. Acompanharam-na, os também candidatos Luís Miguel Rosa, Lídia Albornoz e Amílcar Figueira.