Não contem com a CDU para coligações, este foi o aviso de Edgar Silva direcionado para Paulo Cafôfo

cdu iniciativa 23 setembroEdgar Silva, deputado eleito da CDU, veio hoje esclarecer a posição do partido em matéria de eventuais coligações, num contexto em que Paulo Cafôfo disponibilizou-se para abrir negociações com a oposição tendo em vista uma alterantiva de governação.

“Ninguém imaginará que para o PCP, o CDS seja parceiro de qualquer percurso. Ninguém contará com a cumplicidade da CDU para delinear e concretizar uma política contrária aos interesses dos trabalhadores e do povo, de favorecimento dos interesses dos grupos económicos, de intensificação da exploração e das injustiças”, disse o coordenador comunista na Madeira.

Numa declaração política, Edgar Silva referiu que “como o PCP sempre afirmou a derrota do PSD não era condição bastante para afastar a política de direita. Como sempre denunciámos PS, PSD e CDS partilham na Região das mesmas opções que têm marcado o percurso de exploração, injustiças e desigualdades. É caricato ouvir hoje o PS a procurar no CDS força de apoio e suporte à sua política. E é sobretudo esclarecedor que PS e PSD identifiquem no CDS o parceiro comum”.

A CDU refere que “é de uma outra política que a Região necessita. Uma política que nem PSD nem PS inscrevem como objectivo”, apontando que “O PCP ditará o seu posicionamento determinado pelo compromisso que firmou com os trabalhadores e o povo e pelo objectivo de assegurar o desenvolvimento económico e o progresso social, e afirmar a Autonomia enquanto instrumento ao serviço do povo da Região”.

O coordenador da CDU acentua que “os democratas, os homens e mulheres de esquerda que entregaram o seu voto ao PS em nome de uma apregoada “mudança” têm agora a prova das concepções e projecto que o PS reservaria para a Região, o engano a que foram levados em nome de uma falsa “alternância”. Não fosse bastante o elogio a Alberto João Jardim na última semana da campanha ao assumi-lo como pai da democracia na Madeira, aí temos agora esse mesmo PS a propor como parceiro o que de mais à direita e reaccionário está presente no Parlamento Regional”-

Para a CDU “a perda pelo PSD da maioria absoluta é o elemento mais relevante das eleições ontem realizadas. Uma derrota indisfarçável, independentemente dos arranjos institucionais que se fabriquem para prosseguir o rumo desastroso da Região. A perda do poder absoluto pelo PSD representa a vitória daqueles que, como a CDU, ao longo de décadas combateram injustiças e mobilizaram os trabalhadores e o povo em defesa dos seus direitos”.

A redução do número de deputados da CDU é um factor que pesará negativamente na vida política da Região, diz Edgar Silva, indicando que “são os trabalhadores e o povo e a força para defender os seus interesses e direitos que sai fragilizada, é a afirmação das suas aspirações que perde a força da combatividade e da coerência que sempre encontraram na CDU”.