


As obras estão hoje em “passo acelerado” para que amanhã, 18 de setembro, pelas 18 horas, Miguel Albuquerque possa visitar o novo Jardim do Garajau com uma imagem mais ou menos “limpa” e mais perto daquele que será o produto final, sendo que depois do presidente do Governo estar no local ainda haverá certamente muito trabalho pela frente.
O investimento é de 1,1 milhões de euros, já com IVA e pretende constituir uma zona de lazer para a população num local onde antes já funcionou uma pedreira, entretanto desativada. Este espaço de lazer e fruição, com cerca de 7.500 metros quadrados, inclui cafetaria, pista para bicicletas, skate e patins, uma extensa área verde e uma outra de monumento geológico, para além de um parque infantil e um anfiteatro ao ar livre, com vista mar.
Este investimento permite disponibilizar à população um espaço lúdico, de socialização e exercício físico. Os antecedentes da exploração de areão deram o mote para o tema escolhido para o jardim: a Paisagem Pós-industrial.
Uma nota da presidência do Executivo refere que “desta forma, mantém-se a parede de escavação, transformada em monumento geológico e passa esta a ser visitável através de uma passagem aérea desnivelada, a meia altura, que a acompanha em grande parte da sua extensão e permite uma visão aérea do jardim e uma panorâmica extra sobre os arredores e a linha de costa”.
No centro do jardim foi implementada uma cafetaria com esplanada em deck, lado a lado com um amplo relvado e um espaço de recreio para as gerações mais novas, com equipamentos que apelam à motricidade, ao equilíbrio, à destreza física e à coordenação motora. A partir do café, existe uma rampa sem condicionantes de acessibilidade, que permite aceder ao topo superior do jardim, onde se encontrará um circuito para bicicletas, bem como para skate e patins. A encosta imediatamente abaixo é ocupada por diversos escorregas, com diversos desníveis.
“Ainda nesta vertente oeste, o declive da encosta é aproveitado para ali se instalar um anfiteatro com bancos de betão e onde se poderão organizar pequenos eventos. No jardim, a nível da vegetação, espécies mais exigentes alternam com outras de menores necessidades hídricas. Desta forma, árvores subtropicais de floração impactante, como as coralinas, os himenosporos e as cássias-do-nordeste, aliam-se aos exemplares de copa frondosa, como a rústica canforeira, tendo-se igualmente apostado em espécies de formato escultural, caso das patas-de-elefante, das cordilines-da-austrália, dos dragoeiros ou dos pandanos. Nas zonas de estadia dar-se-á preferência a espécies de folha caduca que permitam a passagem dos raios solares no inverno”, explica a mesma nota explicativa do investimento amanhã visitado por Miguel Albuquerque.
Refira-se ainda que o Jardim disporá de duas portas de entrada, por forma a encerrar durante o período noturno e assim prevenir atos de vandalismo. Terá também sanitários públicos e arrecadações para jardinagem.
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