A Suposta (Real) Maioria Absoluta de Costa e as Regionais

João Lucas

Um ponto prévio: a minha ideologia baseia-se no desenvolvimento das pessoas, ou seja a Social-democracia.

Os resultados da sondagem que o Expresso publica este fim de semana são bem expressivos da muito provável vitória do Partido Socialista nas próximas eleições legislativas. Só não sabemos se será por maioria absoluta. Tanto que o Expresso sentencia: “Costa esmaga Rio em toda a linha”.

Nada simpático. Por exemplo, na avaliação das características pessoais é mais competente e mais honesto. É o que as pessoas que participaram na sondagem pensam. Vale o que vale, mas é um dado muito objectivo.

Tenho as minhas dúvidas e considero mesmo Rio mais competente do que Costa, tecnicamente falando, bem entendido, mas o que comanda é a maioria. O que parece mais evidente é a inabilidade política de Rui Rio.

O actual e muito provável futuro Primeiro-ministro é sem sombra de dúvidas um hábil negociador e uma personalidade muito confiante.

O modo como chegou ao poder não é para todos. Contudo, não nos podemos esquecer do passado e do mérito do governo de Passos Coelho na tomada de medidas difíceis e impopulares, mas absolutamente necessárias perante o cenário dantesco deixado por Sócrates.

Não foi só o Socrates. Muitos antes dele. Sejamos sérios e imparciais, pois muita gente do PSD e do PS contribuíu para a falência da Nação Portuguesa, com muitos a encherem os bolsos.

Certo é que Costa mostrou a sua habilidade na gerigonça, coisa impensável, mas que funcionou graças ao trabalho de casa de Passos e à retoma económica.

Todavia, perdeu-se uma oportunidade ímpar de sanear profundamente as finanças públicas e reduzir mais acentuadamente a dívida pública. Ninguém liga, mas se a crise voltar – e volta em capitalismo – o aperto do cinto será mais sufocante.

Bem sei que o povo português prefere o imediato. Não raras vezes o imediato sai caro.

Na verdade não poderíamos esperar mais da gerigonça. Por exemplo, o Bloco de Esquerda, que queria e quer proceder a um hair cut na dívida pública. Não pagamos e reduzimos a dívida é de uma total irresponsabilidade!

Ou então o PAN, que pensa que parece ser o único que fala no ambiente e na sustentabilidade, pelo meios os animaizinhos, que provavelmente irá crescer nas próximas eleições. Mas não tem ideias macro-económicas com substância.

Cuida dos animais mas deixa o pai ou a mãe numa cama do hospital ao deus dará!

Ou o PP que fala na economia para as pessoas, ou seja a Social Democracia. Rio, estás a ouvir?!, mas que não deverá ser suficiente para um bom resultado.

O que tudo isto tem a ver com as nossas eleições regionais. Tem tudo a haver.

Os ventos de Norte são adversos e o moral do PS cresce à medida que ouvimos o rugido do vento e dos aliados centrais que fazem o vento rugir.

Todavia, não chega. Até agora não li nada estruturado sobre os grandes temas que importam ao desenvolvimento da Madeira. Coisas avulsas, sim. Não chega!

O vento sopra, mas quando deixar de soprar vamos fazer o quê?