Associação “Cosmos” repudia intenção de Albuquerque asfaltar a estrada Ginjas-Paul da Serra

O documento da Cosmos é assinado por Dionísio Andrade.

A associação ambientalista madeirense “Cosmos” pronunciou-se acerca da polémica insistência do presidente do Governo Regional da Madeira na asfaltagem da estrada de terra Ginjas-Paul da Serra, manifestando “o seu mais veemente repúdio” pela mesma, apoiada pelo presidente da Câmara Municipal de São Vicente. Para a Cosmos, esta é apenas “uma clara manobra eleitoralista, em que se procura sacrificar novamente o nosso património natural e a nossa floresta Laurissilva em nome de ambições políticas pessoais”.

“O dr. Miguel Albuquerque, conhecido nos tempos de autarca, por promover a anarquia urbanística na cidade do Funchal, de ter mutilado completamente o PDM de então, de promover as maiores aberrações urbanísticas da cidade capital, como é o caso do mamarracho do Savoy, entre outros, vem agora lançar mais uma cruzada contra os nossos recursos naturais com o objectivo individualista de satisfazer as suas ambições políticas e alimentar o lóbi do betão e do alcatrão com dinheiro dos contribuintes”, acusa o presidente da Cosmos, Dionísio Andrade.

A Cosmos considera que o asfaltamento da Estrada do Fanal, contra o qual se manifestou, resultou em que hoje, “além de outros inumeráveis impactos negativos, o Chão do Fanal está cheio de vacas, que estão a pôr em perigo um importante núcleo de tis centenários da nossa floresta Laurissilva, e a população da Ribeira da Janela, que pensava que a estrada seria um importante factor de desenvolvimento económico, afinal, os turistas passam de carro e de autocarro e nem param na freguesia, quando no passado, os caminheiros percorriam essa via de terra batida a pé, e aguardavam nos estabelecimentos de restauração da Ribeira da Janela pelos autocarros ou pelas carrinhas, consumindo na espera, bebidas e géneros alimentícios que fomentavam o pequeno comércio local”.

“Depois deste verdadeiro atentado ambiental, o Governo Regional pretende repetir o mesmo erro nas serras de S. Vicente, transformando um paradisíaco local, num local motorizado, cheio de ruídos de carrinhas e outros veículos de transporte, impermeabilizando o solo, promovendo a pressão humana sobre a floresta Laurissilva, e roubando o silêncio e a fruição da bela paisagem aos verdadeiros amantes da natureza”, acusa esta associação ambientalista e de qualidade de vida, que repudia “os “silêncios” matreiros e calculistas de certos “biólogos” e de alguns governantes/autarcas, que se dizem amigos e defensores do ambiente, da natureza e da qualidade de vida dos cidadãos, mas que por egoísmo pessoal, vendem os valores que dizem defender aos senhores do betão e do alcatrão”.


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