Ascenção denuncia contratação externa para serviços de limpeza na Câmara do Funchal

Paulino Ascenção BE 6 de setembroEsta manhã, o Bloco de Esquerda foi ao Largo do Município denunciar a contratação externa, por parte da Câmara do Funchal, de serviços de limpeza e outros que “são estratégias para empobrecer quem trabalha e concentrar a riqueza nas mãos do dos patrões”.

Paulino Ascenção referiu-se “à limpeza das instalações que deixou de ser feita por funcionários da câmara e passou a ser contratado a privados há cerca de 15 anos. “Há um conjunto de trabalhadoras que estão há 15 anos a fazer limpezas na câmara, e eu conheço-as, que não têm qualquer vínculo com a autarquia. A cada dois ou três anos há um concurso e muda o “parasita” ou seja a empresa que presta os serviços à CMF, mas as trabalhadoras são as mesmas”. Os salários são os mínimos possíveis, nunca progridem além do salário mínimo e não gozam das outras regalias dos trabalhadores com quem partilham o local de trabalho”.

Esta situação acontece em outras atividades – como a vigilância e segurança, os centros de atendimento (“call centers”) – e generalizou-se na Administração Pública, mas também no setor privado. O argumento a favor desta opção é sempre a baixa dos custos, os custos que baixam são os salários, a par da exploração abusiva dos trabalhadores, da precariedade, em suma o empobrecimento de quem trabalha”-

Paulino Ascenção diz que “no Privado temos o exemplo da SERLIMA, empresa do universo PESTANA, que presta serviços a várias unidades hoteleiras, o que lhes confere flexibilidade. Mas a flexibilidade e baixos custos é conseguida à custa dos trabalhadores, do esmagamento dos seus rendimentos, que ficam na corda bamba.

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Os partidos do poder andam preocupados com a estabilidade governativa e a estabilidade do ambiente para os negócios, ao Bloco de Esquerda o que preocupa mais é a estabilidade na vida destas pessoas que são a maioria, a segurança de saber se o rendimento vai chegar para pagar as contas do mês”.

O líder do BE Madeira refere que “esta lógica do empobrecimento da maioria da população, que se tem multiplicado, quer na administração pública, quer no privado tem de acabar, isto é extremamente perigoso”.