
O PAN Madeira veio publicamente manifestar a sua “extrema indignação” com o lapso na calendarização dos actos necessários para que os madeirenses a estudar fora da Região possam votar, e que irá impedir cerca de 5.800 jovens de o puderem fazer, rogando por isso à Comissão Nacional de Eleições (CNE) que encontre, tão breve quanto possível, uma alternativa que lhes permita participar no acto eleitoral que se avizinha.
“Não é curial que num momento em que a democracia está em crise pela elevada abstenção que se vem registando e aumentando ao longo do tempo, pondo inclusivamente em causa as próprias instituições, se retire, por meros problemas burocráticos, a possibilidade a milhares de jovens, a quem se exige que sejam politicamente mais participativos, a possibilidade de exercerem um direito que lhes é constitucionalmente garantido. O lapso foi não perceber a insularidade, e fazer disto um “problema menor” é não querer aceitar a gravidade da situação, que irá ter, necessariamente, um impacto gravíssimo nos resultados eleitorais, influenciando-os, e distorcendo assim, certamente, a vontade dos eleitores”, refere o PAN.
O partido entende que o que se está a passar é grave. Por isso, vem solicitar a Comissão Nacional de Eleições que permita a votação
destes jovens estudantes apenas com o comprovativo da candidatura e que altere, alargando ao máximo os prazos, tanto o que se refere à data de entrega desse documento, como ao da data do voto antecipado propriamente dito, refere um comunicado assinado por João Henriques de Freitas, candidato do PAN.
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