Aliança lamenta “contínua conflituosidade” entre a Região e a República

O partido Aliança Madeira veio comentar a entrevista de António Costa ao Diário de Notícias e a reacção de Miguel Albuquerque como algo representativo da “contínua conflituosidade existente entre o Governo Regional da Madeira e o Governo da República”. A relação entre o estado e a região, entende o partido, não pode nem deve passar por voltarmos “ao período histórico do contencioso das autonomias, em que a república era apresentada como um adversário e que criou animosidades estéreis, que assentaram em berros e murros na mesa sem resultados práticos”. O que importa é “criar sinergias e estabelecer parcerias estratégicas com a República, que não pode ser vista como adversário, mas antes como parceira na resolução de dossiers estruturantes para o nosso futuro como são a coesão e a continuidade territorial; a competitividade fiscal, através dum sistema fiscal próprio; a renegociação do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF); – A Lei de Finanças Regionais; os apoios às reformas estruturais (Saúde, Educação, Emprego, infraestruturas, salários, Administração Pública); as relações com a União Europeia; e o futuro do Centro Internacional de Negócios da Madeira.

“O Primeiro-Ministro na sua entrevista assegura que os compromissos do seu governo são para com a região e não com o partido socialista, o que é positivo, ainda que se confunda sobre quem paga a actual ligação entre o Funchal e Portimão. Miguel Albuquerque refere na sua reacção que “toda a gente sabe que, ao longo destes quatro anos o primeiro ministro sempre se recusou a baixar os juros” personalizando no 1º ministro todos os problemas da Região. Mas não devemos esquecer que o PAEF foi assinado pelos governos regional e nacional do PSD em 2012”, refere a Aliança.

Procura António Costa na sua entrevista afastar a ideia que existe um contencioso entre a república e a região, mas antes uma agenda política entre a região e a república, acrescenta o  partido, que manifesta a sua preocupação com este contencioso, seja ele da República para a região ou da Região para com a República, pois, “seja por culpa de uns ou de outros a nossa vida enquanto portugueses do Atlântico muito tem sido prejudicada. Perante a entrevista do 1º ministro e a reacção à mesma por parte do presidente do Governo Regional, mais certos ficamos que podemos e devemos ter uma nova relação com a República – responsável e assertiva, pois não se trata de PSD ou PS, trata-se do futuro e do bem-estar dos Madeirenses e se não formos capazes de optar pela alternativa responsável em detrimento da alternância na continuidade que nos é dada por Miguel Albuquerque e António Costa, corremos o risco dos jovens e os mais competentes se sentirem “constrangidos” e aí será o próprio contencioso autonómico o responsável por novas vagas de imigração”.


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