O deputado Rafael Nunes foi a voz de uma iniciativa política do partido Juntos pelo Povo (JPP), no âmbito da pré campanha para as regionais de 22 de setembro, denunciando uma “profunda crise ambiental na Região Autónoma da Madeira (RAM), com ênfase nos últimos quatro anos” e defende a necessidade de “um novo modelo de gestão ambiental”.
Em fim de legislatura, o JPP fez um balanço às políticas ambientais e às prioridades do Governo Regional para o setor do ambiente. “É inevitável dizer que o Governo Regional falhou em toda a linha”, garante o deputado Rafael Nunes: “Falhou quando decidiu disseminar espécies exóticas e invasoras, de uma forma deliberada, na natureza, apesar dos alertas deixados, quer pelo JPP, quer por outras entidades, até internacionais, como foi o caso da UNESCO”.
Outra falha foi quando “decidiu abater espécies endémicas – únicas em todo o mundo, que apenas existem na RAM – sem qualquer estudo de viabilidade e sem qualquer tipo de compensação para quem estaria a ser prejudicado”.

Segundo Rafael Nunes, o Executivo falhou., também,” quando não criou os necessários planos de gestão para as reservas ambientais protegidas. Temos reservas naturais deixadas ao abandono, sem qualquer tipo de monitorização e fiscalização porque não existem planos de gestão ambiental atualizados”. E quando “não criou linhas de monitorização para espécies em habitats prioritários, tal como existe, por exemplo, nos Açores. O JPP propôs esta medida na Assembleia e, como é óbvio, foi ignorado pelo Governo Regional”. Falhou ainda “quando decidiu, recentemente, rasgar, asfaltar, a floresta Laurissilva, em completo desrespeito, menosprezo e desconsideração pela conservação da biodiversidade e pela preservação de ecossistemas terrestres”.
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