Árvores dos jardins e espaços públicos do Funchal passam a ter “chip”

Funchal chipnas árvoresA Câmara Municipal do Funchal anunciou hoje está a instalar um sistema com vista à gestão do património arbóreo do concelho, que contempla a implantação de chips em todas as árvores situadas nos jardins e espaços públicos do Município, “num trabalho único a nível regional e que vai transformar a forma como é feita a análise, monitorização e manutenção destas espécies”.

Numa nota enviada à comunicação social, a Autarquia refere que se trata de “uma prática inovadora que já começou a ser implementada pelo Departamento de Ciências e Recursos Naturais da Câmara”. O novo sistema inclui uma base de dados que vai disponibilizar informações como espécie, idade, historial de manutenção, possíveis doenças, inclinação, geolocalização, latitude e longitude.

A primeira fase do projeto “decorre a bom ritmo desde maio e passa pelo levantamento da história de todas as árvores situadas em jardins, parques e áreas verdes urbanas do concelho, somada à implantação de chips num universo global de cerca de 8 mil árvores. Na segunda fase, será, por sua vez, adquirida uma aplicação móvel que permitirá fazer a leitura instantânea da informação de cada árvore através de um smartphone ou tablet. O objetivo da Autarquia é assegurar uma gestão plena da variedade de espécies existentes, bem como a manutenção contínua, apropriada e eficaz das árvores no concelho, prevenindo doenças e antecipando quaisquer necessidades de intervenção”.

A vice-presidente da Câmara Municipal, Idalina Perestrelo, que tem o pelouro dos Recursos Naturais, sublinha que “os espaços verdes são indissociáveis da identidade do Funchal, uma cidade que é percecionada em toda a parte como uma cidade de Natureza, sendo que o nosso património arbóreo, que é igualmente um património natural e histórico da Região, assume um papel fundamental no equilíbrio do nosso meio urbano, em termos de conforto e valorização do espaço público, mas também de qualidade ambiental. O Funchal estará agora na linha da frente de um novo paradigma em termos de planeamento, gestão e valorização do património arbóreo da Madeira.”

A Autarquia conta ter a primeira fase do projeto concluída até meados do próximo ano, e Idalina Perestrelo salienta que quando o projeto estiver implementado, “daremos um enorme passo de futuro em termos do controlo deste património, tendo em conta que os serviços passarão a estar ao corrente da situação de cada árvore, do seu crescimento, manutenção e evolução no panorama urbano. Paralelamente a todo o processo de manutenção, será possível projetar com maior rigor o planeamento urbanístico da cidade e a presença de árvores em simbiose com o edificado e com o próprio fluxo de pessoas.”