PDR quer medidas que fixem os profissionais de saúde

pdrO Partido Democrático Republicano defendeu hoje, numa ação de pré campanha, que “o Governo Regional tem de criar medidas para a fixação dos profissionais ligados à saúde”.

Filipe Rebelo não percebe como é que tantos enfermeiros saem da Madeira para trabalhar no exterior ou como muitos médicos trocam o serviço regional de saúde pelo privado. “Falamos de pessoas que investiram na sua formação, muitos até receberam apoios do Estado para essa mesma formação, e não podemos agora deixar que o potencial vá para outros países”.

Numa nota informativa sobre a ação política, o PDR refere que “o Serviço Regional de Saúde tem de oferecer condições a todos os seus profissionais porque, caso contrário, é o utente que continua a ser penalizado. “Quando falamos com as pessoas na rua, elas sentem uma descrença em relação aos cuidados de saúde na Madeira. Há utentes que esperam meses por consultas que não chegam, por exames que nunca saem da agenda, por operações que são adiadas””.

“Isto é preocupante”. E à medida que a população envelhece, o cabeça-de-lista do PDR sublinha que a ligação entre a saúde e os assuntos sociais é fundamental. “Não podemos continuar a ter idosos abandonados no hospital. Isto é sinal que algo está a falhar no sistema e compete a nós, todos, trabalhar para uma mudança”.

Para o PDR não interessam “as capelinhas” entre os partidos. Importa sim que as entidades trabalhem em conjunto. A criação de mais lares de idosos é uma das propostas que consta do programa eleitoral do partido, porque, refere Filipe Rebelo, “há que garantir um envelhecimento com dignidade”.