Não aprenderam nem a lição de 2015, as candidaturas não se fazem em função de grupinhos, troca de favores ou fretes”, o alerta é de Filipe Malheiro para o PSD-Madeira

conselho regional psd
Luís Filipe Malheiro alerta PSD-M: “Tenho recebido várias mensagens de pessoas que se insurgem contra a imposição, a partir do Funchal de “ouvidores do reino” em vários concelhos”.

Luís Filipe Malheiro, jornalista, comentador, autor do blogue ultraperiferias, foi dirigente social democrata madeirense, é assumidamente do PSD, o que não o inibe de abordar os temas quentes do partido, no seu blogue e na rede social Facebook, como por exemplo a feitura das listas para as eleições regionais de 22 de setembro.

Malheiro escreve aquilo que diz ser “um bom conselho (será que ainda vai a tempo?) para o PSD-M e os fazedores da sua lista de candidatos a deputados regionais”. Refere que “pelos vistos não aprenderam nem a lição de 2015, nem perceberam que em política a realidade é o que é e que as candidaturas não se fazem em função de grupinhos de interesses, de trocas de favores ou fretes ou por via da institucionalização da figura dos “DDT” nos vários concelhos que na realidade valem uma bufa: uma coisa são os “DDT” a quem  o Funchal atribui a “responsabilidade” – por imposição – de uma representação dos concelhos que ninguém subscreve e reconhece, outra coisa são as opiniões dos militantes e simpatizantes que vivem e votam nesses concelhos que dispensam os “padrinhos”.

Filipe Malheiro, um homem da comunicação e ainda muito próximo das estruturas e de “fontes” do partido, aponta ainda: “Será que o que fizeram nas autárquicas de 2017 não serviu de lição? Será que os sucessivos recordes, desde a abstenção em sucessivos recordes e em valores nunca antes vistos, até perdas eleitorais nunca antes alcançadas, não servem de alerta para nada e ninguém? Tenho recebido várias mensagens de pessoas que se insurgem contra a imposição, a partir do Funchal de “ouvidores do reino” em vários concelhos. Será que já quantificaram os custos eleitorais que daí podem resultar?  O recado está dado. Esqueçam os DDT e façam as mudanças que tiverem que ser feitas”.