Miguel Teixeira eleito hoje líder regional do partido Chega

Miguel Teixeira há 42 anos atrás. Foto do próprio.

A I Convenção Regional do partido Chega reúne-se esta manhã no Hotel Madeira.

Miguel Tristão Teixeira deverá ser eleito líder regional do partido.

Eis um texto que escreveu ontem denominado Regresso à política:

“Resolvi regressar à política 42 anos depois, decidi após ponderar, assumir a candidatura à presidência do partido CHEGA na região autónoma da Madeira, na primeira convenção do partido na região, que se realiza amanhã dia 27 na cidade do Funchal.
Decidi por vários razões, pelo estado de encruzilhada que se encontra a Madeira neste momento, onde o vale tudo, a corrupção, o miserável compadrio e o desplante da mentira dita em várias formas, pela falta de respeito, falta de dignidade, e princípios dos políticos que nesta terra governam ou propõem-se a tal.
Quem me conhece sabe que fui desde a primeira hora um lutador contra a esquerda, contra o gonçalvismo que se estava a implantar no pais e na Madeira, com a famigerada COPMAD, a fazer as maiores barbaridades do século passado, nomeadamente o assassinato do Alírio nas masmorras do forte de S. Tiago, caso esse, que foi encoberto, pelo exercito e por forças politicas emergentes.
Fui um fervoroso defensor da Autonomia, por ela derramei sangue em quase todas as ruas do Funchal, e em muitos locais da Ilha, infelizmente a autonomia foi açambarcada por um grupo que por ela nada fez, e acha se dono de tal.
A teia infame construída por tais grupos, sobretudo o do poder é vergonhoso, diria mesmo escandaloso, uma cambada de vigaristas tomaram de assalto o poder, durante estes anos todos, felizmente não presenciei grande parte destes assaltos, vivi fora, vivi em vários países europeus e africanos e conheci parte do mundo, estive nos mais difíceis locais de África, onde convivi com seres humanos que vivem abaixo do limiar da dignidade humana.
As notícias da Madeira eram distantes
Quando regressei Albuquerque, estava de saída da Câmara Municipal, estava a fazer frente ao ditador, sim ditador, que resolveu partir a ilha para poder governar, não tem perdão, por essa razão achei que haveria esperança para o futuro, mas ao contrario das expectativas Albuquerque não se aguentou, e caiu na mais vil forma de governação, a do compadrio, chamou um conjunto de sinistras personagens para continuar a destruir o arquipélago, e o povo fartou-se, por esta razão a esquerda astuciosa e atenta, sobretudo o PS que com os seus lacaios e uma máquina muito forte de Lisboa resolveu tentar tomar o poder, com o apoio dos mesmos compadres e mesmos grupos económicos que não olham a meios para poderem subverter a classe politica com a finalidade de continuarem o seu apetite devorador.
Tive a felicidade de ter conhecido o Dr André Ventura, presidente nacional do partido CHEGA, a sua forma simples e pura de ver e de dizer o que pensa, cativou-me, e prometi que o ajudaria a montar o partido na Madeira, e assim foi, juntamos um bravo grupo de Homens e Mulheres, e Jovens, que sem medo vão me acompanhar e a me ajudar a libertar a Madeira, a pôr a região e a sua população livre de interesses apocalípticos em vigor, a fazer do arquipélago um local bom para viver, livre de impostos desumanos, livre de burocracias, e verdadeiramente olhar para os reais interesses da população, sem demagogia.
Peço a Deus que me ajude”.