Rali lembra a década de noventa com Aghini, Liatti, Tabaton e Fernando Peres

Aghini
Andrea Aghini vencedor em 92, 94 e 98.

A década de noventa, para o Rali Vinho Madeira, foi alvo de abordagem por parte do site oficial da prova, lembrando alguns dos momentos mais relevantes da competição durante aquele período, com uma nota que “no dealbar da década de 1990 já não havia a famosa Noite do Rali, abolida por razões de segurança”.

Esse fim da noite do Rali não esbateu o entusiasmo na prova, os madeirenses “aumentaram de número naquelas que eram ainda chamadas estradas florestais. Com a Madeira já muito transformada pela chegada dos fundos europeus, as estradas e provas especiais surgiam muito melhoradas e até tinha desaparecido o empedrado que durante anos fez a delícia dos espetadores e atormentou concorrentes e fornecedores de pneus”.

Tal como em muitas edições anteriores, refere o texto, “os anos 1990 foram, no Rali Vinho Madeira, palco do domínio quase perfeito de pilotos italianos. Fabrizio Tabaton ganhou a prova em 1990 e 1991 com os Lancia da sua HF Grifone e Andrea Aghini, primeiro com o “Deltona” e depois com carros da Toyota foi o primeiro em 1992, 1994 e 1998. Numa das vezes, no triunfo intercalar e com um Celica GT Four, o piloto conseguiu a notável proeza de ganhar todas as provas  especiais duma mesma edição. Um recorde que perdura e, face à atual competitividade, deverá ser difícil de bater.

Outro italiano a dar cartas entre nós foi Piero Liatti com vários modelos da Subaru Italia. As suas prestações em vários ralis internacionais como o da Madeira, onde ganhou em 1995 com um Impreza, permitiram-lhe a entrada na equipa oficial da marca. Posteriormente, fez algumas “perninhas” entre nós e venceu em 1997. No último ano da década e também com um Subaru Impreza WRC foi a vez do belga Bruno Thiry, que tornou-se um dos habituais nas listas de inscritos, ser primeiro”.

“Um dos factos mais marcantes destes anos foi o regresso dos pilotos portugueses ao livro de ouro da prova. Depois de várias fortes apostas, Fernandes Peres conseguiu bater toda a concorrência nacional e estrangeira ao impor o Ford Escort Cosworth azul e amarelo. Sentado a seu lado estava o madeirense Ricardo Caldeira e este triunfo foi ainda motivo de maior júbilo para toda uma população. Também com um carro da marca da oval, mas três anos antes de Peres, Patrick Snijers obteve o seu último sucesso na ilha.