“Mão Morta” quarta-feira na Estalagem da Ponta do Sol na estreia do novo disco “No fim era o frio”

O rock alternativo far-se-á ecoar na próxima quarta-feira, dia 24 de julho, na estalagem da Ponta do Sol.

A icónica banda de Adolfo Luxúria Canibal vai aos Concertos L da estalagem.

A Madeira será um dos primeiros lugares a nível nacional a conhecer o novo trabalho de originais, concerto que antecede as apresentações oficiais do disco nas grandes salas em Setembro no país.

A música do espetáculo, gravada em estúdio, constitui o álbum de originais, “No Fim Era o Frio”, com edição prevista para Setembro de 2019.

Com efeito, em 2018 os Mão Morta começaram também a tocar excertos do que anunciavam ser o próximo trabalho conceptual, que estreou no início de 2019 numa sala completamente lotada do Guidance –Festival Internacional de Dança Contemporânea de Guimarães. Tratava-se de “No Fim Era o Frio”, um espetáculo de dança criado em cooperação com a coreógrafa Inês Jacques, e que para além da banda inclui a presença de seis bailarinos.

Ao longo das últimas três décadas, os Mão Morta têm tido sempre uma palavra a dizer no rumo do rock em Portugal. Com uma discografia que soma mais de catorze discos de originais (aos quais se juntam registos ao vivo ou compilações), a banda de Braga dividiu opiniões, criou alguns hinos geracionais e conta com um percurso onde não faltam episódios curiosos.

Um deles decorreu mesmo antes da sua formação, quando Harry Crosby, então músico dos nova-iorquinos Swans, considerou que Joaquim Pinto “tinha cara de baixista”. Esta opinião, partilhada em Berlim algures em 1984, após um concerto do grupo norte-americano, serviu como incentivo para que Joaquim Pinto se sentisse encorajado a aprender a tocar baixo e a formar uma banda. E assim nasciam os Mão Morta.

“Mão Morta”, o álbum de estreia, foi editado em 1988 e não desiludiu os que seguiam o grupo até então. O aplauso da imprensa musical, a adesão aos concertos que se sucederam e até os elogios de Nick Cave (para quem os Mão Morta fizeram, nesse ano, as primeiras partes em Lisboa e no Porto) contribuíram para que o arranque da discografia do grupo fosse feito da melhor forma. Era um disco completamente diferente do que então se fazia em Portugal.

Desde então os Mão Morta tornaram-se numa das maiores bandas de culto de Portugal e arredores com passagem pelos grandes festivais, como o Rock In Rio Lisboa, o Alive, o Paredes de Coura – onde são aliás presença recorrente –, o Primavera Sound Porto ou o Reverence e de actuações por Espanha, França, Itália e Brasil.