Albuquerque quer uma sociedade desenvolvida mas com humanismo

Albuquerque iNCLUSÃOO Centro de Inclusão Social da Madeira, localizado no Imaculado Coração de Maria, na Rua da Levada de Santa Luzia (a oeste da igreja do Imaculado), foi hoje inaugurado pelo presidente do Governo. O custo total do investimento, entre obras e equipamentos, ascendeu a 8,8 milhões de euros.

Este recém-construído centro, na sua vertente escolar e lar, dará apoio a cerca de 170 utentes (entre crianças e adultos), apresentando um corpo de 120 docentes. O edifício desenvolve-se em cinco pisos, tendo quatro deles acesso de nível ao exterior. A área de construção é de sensivelmente 9.900 metros quadrados.

Miguel Albuquerque relevou a importância deste centro, referindo que se trata “do que há de melhor no País” e enalteceu o trabalho da Mota Engil na concretização desta obras. Falou no trabalho pioneiro, de vanguarda, lembrando o nome de Eleutério Aguiar, antigo diretor regional de Educação Especial.

O presidente do Governo disse que este centro resulta num trabalho de muitos anos. “Mas o desenvolvimento material e o progresso nada têm de benéfico se não tivermos humanismo. Temos uma sociedade cada vez mais desenvolvida tecnologicamente, mas temos de saber fazer o uso dessa tecnologia em benefício da sociedade. O desenvolvimento deve acompanhar o humanismo”

Uma nota da presidência, aponta as mais-valias da nova infraestrutura, salientando a existência de equipamentos e espaços terapêuticos até agora inexistentes na Região, como, por exemplo, o tanque terapêutico e a sala snoezelen, entre outros. Esta infraestrutura permitirá ainda novas experiências e a participação dos utentes noutras atividades, promovendo uma melhoria da sua qualidade de vida.

“Desta forma, os grandes objetivos do Centro de Inclusão Social da Madeira ao englobar na mesma infraestrutura o CAO Funchal, o Centro de Apoio à Deficiência Profunda e o Lar Residencial, passam por promover atividades ocupacionais que potenciem o crescimento psicossocial do utente, enquanto pessoa capaz de fazer escolhas e com direito a partilhar lugares comuns. Ao nível do Lar Residencial, pretende-se que proporcione alojamento a pessoas com deficiência, com idade igual ou superior a 18 anos, que frequentem um CAO ou o CADP e que se encontrem impedidos, temporária ou definitivamente, de residirem no seu meio familiar”.