Calado diz que o ministro devia era explicar que os 200 milhões da mobilidade serviram para financiar a TAP e a SATA

CALADO REUNIÃO DO gr 5 DE JULHOAs declarações do ministro Pedro Nuno Santos revelando que o Estado gastou 200 milhões de euros com o subsídio de mobilidade aérea para as ilhas, em quatro anos, indignaram Pedro Calado, que não poupou críticas a Lisboa por trazer para a praça pública uma questão que tem a ver com a continuidade territorial e é uma obrigação do próprio Estado.

O vice presidente do Governo Regional considera “lamentável que esteja a ser feita a nível nacional uma campanha para denegrir o trabalho e as condições constitucionais que existem e devem ser respeitadas por todos os portugueses. Os madeirenses e os açorianos vivem em ilhas e precisam ter transporte, quer seja aéreo, quer seja marítimo, assegurado. É o princípio da continuidade territorial. Há governantes, na República, que tentam passar a imagem que os ilhéus gastam dinheiro do Estado português e acusam-nos de gastar 200 milhões em termos de mobilidade aérea”.

Para Calado “deviam era de explicar que estes 200 milhões serviram para financiar diretamente duas companhias aéreas, uma é a TAP e outra é a SATA, isso sim é que é grave, utilizam o madeirense e o açoriano para financiar, camufladamente, essas companhias. E isto quando sabemos que, ainda este ano, a República abriu concursos públicos superiores a 580 milhões. E ficam preocupados porque há um princípio da continuidade territorial assegurado, que é um dever. O madeirense não é um português de segunda. Isto é uma vergonha”.

O governante lembra que a linha da Madeira deu lucro e mesmo assim a TAP apresentou um prejuízo de 118 milhões e mesmo com prejuízo ainda distribuiu um milhão de euros por cerca de uma centena de trabalhadores, Isso é que é grave”.