CDS denuncia taxa de ocupação hoteleira a cair na Madeira e quebra nos mercados da Alemanha e Reino Unido

Lino Abreu CDS“Os resultados do inquérito à ocupação média da hotelaria na Madeira, nos primeiros meses de 2019, não são aqueles que o Governo Regional tem vindo a anunciar”, disse esta sexta-feira o deputado do CDS, Lino Abreu, durante um encontro com a comunicação social, traçando uma realidade que José Manuel Rodrigues já tinha afirmado no debate mensal com o Governo.

Todos os indicadores do turismo na Região estão em queda, mas o executivo de Miguel Albuquerque tem desvalorizado o problema. “O CDS está preocupando com a situação”, contraria o deputado do CDS, Lino Abreu. “Estamos a falar do setor que representa 25% da riqueza regional, que é responsável por gerar postos de trabalho, e se não houver uma inversão dos resultados, poderemos estar perante uma situação preocupante para a economia regional”, reforçou Lino Abreu, corrigindo os valores da ocupação média, que “não são acima dos 60% como diz o Governo Regional, mas sim nos 57,8%”.

“Estamos a assistir a um decréscimo em todas as variáveis”, explicou. “São menos 6,5% nos proveitos globais, menos 8,6 no RevPar (preço médio por quarto), menos 1,7% de passageiros no aeroporto da Madeira, e dos principais mercadores emissores, há menos 4,6% de alemães e 6,75 do Reino Unido.”

De acordo com Lino Abreu, os hoteleiros da Madeira estão pessimistas com os resultados alcançado até abril mas também com as perspectivas até ao fim do verão, quer em relação à taxa de ocupação, quer no que concerne aos valores do ARR (preço médio por quarto ocupado) e do RevPAR (preço médio por quarto disponível).

Uma perspectiva que contraria a tendência nacional, conforme foi revelado estes dias pela Associação de Hotelaria de Portugal (AHP). Quanto às perspectivas no que respeita à taxa de ocupação, 54% dos hoteleiros consideram que será igual à do ano passado, sendo a região Centro a mais optimista (43% dos hoteleiros a estimarem uma melhoria) e a Madeira a mais pessimista (47% a considerar que será pior).

Na Madeira, Alemanha, Reino Unido e França são apontados como principais mercados, com uma quota de 19%, embora o mercado alemão deva ter um pior desempenho do que no ano anterior.

Com este cenário, Lino Abreu defendeu uma maior atenção do Governo Regional para o setor e um reforço das verbas para a promoção junto dos principais mercadores emissores.