Na iniciativa, realizada junto à estátua de Simon Bolívar no Jardim Municipal, o deputado Adolfo Brazão salientou que esta é uma data que, infelizmente, não se pode celebrar nesta altura, mas serve de oportunidade para ouvir as preocupações e sugestões destas pessoas que acabaram por regressar à Madeira.
O parlamentar social-democrata considerou que o que se vive hoje na Venezuela é o oposto do que defendia Simon Bolívar. “Era uma pessoa cujo ideal era a democracia e a liberdade e este regime está a fazer exactamente ao contrário, está a obrigar a que estes cidadãos madeirenses e lusodescentendes regressem, grande parte deles não porque queiram ou porque fosse oportuno fazê-lo, mas porque são obrigados a sair.”
Adolfo Brazão recordou que, só no ano passado, 5.500 pessoas terão sido mortas na Venezuela e neste ano já vão pelas 2.000.
“São números muito grandes, as pessoas fogem, têm medo e não têm meios de subsistência, não têm medicação nem assistência médica”, afirmou.
Apesar de não existirem números exactos, devido à dificuldade em apurar as entradas, o deputado salienta que, pelo menos 6.000 a 7.500 emigrantes terão regressado, tendo sido feito um grande esforço pelo Governo Regional para apoiar estas pessoas, a vários níveis, procurando facilitar a sua integração na nossa comunidade, destacou.
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