Madeira vai ter no Pico do Areeiro observatório óptico para monitorizar objetos vindos do espaço

O local onde será instalado o Observatório.

O Conselho de Governo reunido em plenário em 27 de junho de 2019, resolveu aprovar, no âmbito do Projecto Space Surveillance and Trackinga (SST) a cedência ao Ministério da Defesa Nacional, pelo prazo de dez anos, de duas parcelas, com a área de 10m2 cada, localizadas no Pico do Areeiro (Montado da Achada do Buraco).

O Vice-Presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado foi mandatado para, em nome e representação da Região Autónoma da Madeira, outorgar o Protocolo de Cooperação e o Auto de Cedência e Aceitação.

A participação da Região Autónoma da Madeira no Projecto SST pressupõe a cedência ao Ministério da Defesa Nacional das duas parcelas de terreno, a utilizar na instalação do observatório óptico.

“A participação da Região Autónoma da Madeirano programa SST permitirá desenvolver competências regionais no setor do espaço, potenciando os recursos já existentes, quer humanos, quer técnicos, ao nível da Universidade da Madeira, com elevado impacto em termos de capacitação técnica, possibilitando a criação de postos de trabalho especializados, para além do potencial a nível de turismo científico”. revela a resolução hoje publicada.

Recorde-se que a candidatura Nacional ao Consórcio Europeu SST foi formalmente aprovada e comunicada a Portugal, pela Comissão Europeia, no dia 1 de junho de 2018, e que a participação da Região Autónoma da Madeira na mesma é parte integrante da proposta de edificação da capacidade nacional.

Os objetivos específicos do quadro de apoio SST são:

a) Avaliar e reduzir os riscos relacionados com colisões para as operações em órbita de veículos espaciais europeus, e permitir aos operadores de veículos espaciais planear e adotar medidas de mitigação de forma mais eficaz;

b) Reduzir os riscos relacionados com o lançamento de veículos espaciais europeus;

c) Vigiar as reentradas descontroladas de veículos espaciais ou de detritos espaciais na atmosfera terrestre, e permitir alertas precoces mais precisos e eficazes, com o objetivo de reduzir potenciais riscos para a segurança dos cidadãos da União e mitigar potenciais danos à infraestrutura terrestre;

d) Procurar prevenir a proliferação dos detritos espaciais.