Duarte Nuno Dória com processo arquivado pelo SESARAM promete “luta”, defesa entregue à Sociedade Garcia Pereira

Dória B
Duarte Nuno Dória viu o seu processo ser arquivado pelo SESARAM, mas promete “luta” e quer consequências para os responsáveis.

Duarte Nuno Dória reagiu com surpresa à notícia do Funchal Notícias sobre o arquivamento do processo disciplinar que lhe foi movido pelo Serviço Regional de Saúde em consequência de declarações que o SESARAM considerou potencialmente lesivas o bom nome da instituição.

No final, o Núcleo Jurídico de Contencioso do Serviço de Saúde sugeriu o arquivamento em virtude de ter concluído que o visado, que desempenha funções de técnico superior afeto ao Gabinete de Qualidade, “não violou algum dos deveres funcionais”. O conselho de administração acompanhou essa decisão, decidiu arquivar mesmo, dando conhecimento ao trabalhador/arguido, através da respetiva notificação.

Foi na sua página da rede social Facebook que Duarte Nuno Dória considerou “uma vergonha”, aludindo ao facto de não ter sido informado pessoalmente da decisão. Deixa “preto no branco” que “a minha luta irá continuar e os responsáveis irão ser chamados a assumir as responsabilidades e consequências dos seus actos”. Para esse exercício, que pode passar para os tribunais, o FN sabe que Duarte Dória entregou a defesa à Sociedade de Advogados Garcia Pereira.

Recorde-se que, relativamente a este caso, o mesmo tem a ver com dois artigos de opinião, escritos pelo trabalhador e publicados no Diário, onde fez afirmações que visaram a estratégia para a Saúde na Região, falando por exemplo nos ajustes diretos. Uma realidade que o SESARAM entendeu ser passível de procedimento disciplinar, sendo que o processo de averiguações até ao desfecho agora dado a conhecer.

Duarte Nuno Dória tem vindo a manter um posicionamento crítico, tanto ao nível da Saúde, como também ao nível da governação regional e liderança do PSD, onde foi militante até 2018, ano em que se desvinculou em “rota de colisão” com Miguel Albuquerque, atual líder e de quem foi apoiante desde a primeira hora em que Albuquerque assumiu a candidatura à  “sucessão” de Jardim. Dória fez parte dos chamados “100 do Almirante Reis”, mas afirmou, depois, ficado com as expetativas defraudadas relativamente à forma como a atual liderança estava a gerir os destinos do partido. Hoje, é um apoiante de Paulo Cafôfo, o candidato socialista à presidência do Governo Regional.