Jerónimo de Sousa veio pedir aos madeirenses que levem o seu voto “a sério”

Jerónimo A
Jerónimo Sousa está hoje na Madeira para preparar as eleições regionais e nacionais de 2019.
Edgar Silva B
Mensagem da CDU passa por responsabilizar PSD, PS e CDS.

As eleições regionais e nacionais de 22 de setembro e 6 de outubro, respetivamente, trouxeram hoje à Madeira o líder da CDU, para uma sessão pública, no Centro Cívico de Santo António, de alerta e de reafirmação dos propósitos dos comunistas para estes atos eleitorais, lembrando que, em 2015, por algumas horas, a CDU esteve na iminência de eleger mais um deputado e, com isso, o PSD Madeira perder a maioria absoluta. Jerónimo de Sousa quer, agora para 2019, que essa seja uma realidade em todo o mandato no Parlamento Madeirense.

O líder da CDU duz que o desafio aos eleitores é “avançar no que se conquistou dando mais força à CDU ou andar para trás, pela mão de PS, PSD e CDS, perdendo muito do que se alcançou. É da vida de cada um para os próximos anos que se decide nos próximos actos eleitorais: dos seus salários, das suas reformas, dos seus direitos à saúde, à educação, à protecção social, aos transportes, à habitação, à cultura”.

Jerónimo pede que “cada um leve o seu voto a sério. Que cada um reflita sobre o que quer para o seu futuro próximo. Que cada um pense a partir dos seus próprios interesses e não das mentiras, das mistificações ou dos enganos em que o querem enredar”.

Afirma que “não é por se repetir mil vezes uma mentira que ela passa a ser verdade”, considerando que a primeira mentira deve ser desmistificada: “As eleições próximas não são para presidente do governo regional nem para primeiro-ministro. São para eleger deputados. As eleições não são para se saber quem ganha ou fica à frente. São para eleger deputados. E uma coisa é certa: com mais deputados eleitos pela CDU é a Região e o País que ganham. Se a CDU tivesse menos força quem perdia era o país, os trabalhadores e o povo”.

Regionais 2019

Transporta a sua intervenção para as últimas regionais que elegeram Albuquerque: “É preciso não deixar esquecer o que se passou na Região há quatro anos. Por meia dúzia de votos a CDU não elegeu o terceiro deputado, deputado esse que teria feito o PSD perder a maioria absoluta, que teria de facto derrotado o PSD. Que fique de aviso e de lição para que no dia 22 de Setembro à noite não se ouçam, de novo, lamentos de alguns por não terem dado à CDU a força que ela merece e que cada um precisava para ver melhor defendidos os seus direitos”.

Jerónimo lembra que “aaquilo que é central e decisivo para a defesa dos interesses do grande capital lá os encontramos juntos, PS, PSD e CDS, seja na defesa da actual estrutura económica e do domínio do capital monopolista, seja na concretização dos apoios de milhões para a banca, seja nos acordos sobre as leis laborais, para manter o seu nivelamento por baixo, seja nas opções em relação à recusa da negociação da dívida ou da libertação dos constrangimentos impostos pela União Europeia e o Euro, entre outros”.

Erlanda CDU
Herlanda Amado a candidata que encabeça a lista da CDU à Assembleia da República.

Fala da campanha e diz que a CDU parte “para esta batalha com a convicção de que todos os caminhos do reforço da CDU estão em aberto e os vamos percorrer com a confiança que nos dá a consciência do dever cumprido e do trabalho realizado. Uma campanha que afirme com confiança que há solução para os problemas da Região Autónoma da Madeira e do País e que é possível avançar na solução dos problemas nacionais e na elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, dos seus direitos, salários e pensões de reforma. Que é possível com a força do povo, a sua luta e o seu voto na CDU, assegurar o prosseguimento de caminho de novos avanços na reposição de direitos e rendimentos. Que é dando mais força à CDU, que mais solidamente estarão garantidas as condições para defender, promover e afirmar os direitos do povo português”.

Edgar Silva, o coordenador regional da CDU, diz que “é preciso ter memória e não esquecer que PS, PSD e CDS, uniram-se em cada ataque feito aos trabalhadores, fazendo com que direitos conquistados pela luta e a pulso, tivessem sido roubados pelo trio da desgraça. É preciso ter memória que um dos períodos mais difíceis que enfrentámos nos últimos anos só foi interrompido, devido à luta dos trabalhadores e com o contributo inegável da CDU, desencadeando um processo de recuperação de direitos, que não pode nem deve ser parado. O PS na Madeira tenta, à falta de crédito na Região, enfeitar-se com o Governo da República, com alguns dos avanços conseguidos na política nacional, que não foram obra nem dádiva do governo minoritário do PS. São resultado da contribuição decisiva da CDU e das lutas das populações e dos trabalhadores”.

Herlanda Amado, cabeça de lista da CDU à Assembleia da República, diz que “bem pode o PS, e o seu procurador Paulo Cafôfo, alegar que querem fazer diferente do PSD. É que não batam as palavras de que não farão exactamente o mesmo se na prática (sempre que tiveram oportunidade de optar) preferiram estar como, por exemplo, no caso da ampliação do Savoy, com o grande capital, com o grupo AFA, contra o ambiente, contra o interesse público”.

A candidata refere que “de que valem as juras de que não vai o PS fazer como o PSD na Região quando na primeira oportunidade incorre nos mesmos processos da especulação urbanística, com os mesmos “donos disto tudo”, mesmo que disfarçando com a designação de “Dubai da Madeira”, como foi anunciado, há dias, para o Vale da Ajuda, com o condomínio fechado dos antigos senhorios do regime. De que servem as palavras da propaganda do PS de que não fará o mesmo que o PSD, quando, por exemplo, na área da saúde, um sector estratégico, na hora de decidir, PS e PSD, estão de mãos dadas com os grupos privados, favorecendo os grandes negócios da saúde, permitindo o licenciamento do hospital privado à margem da legalidade”.