Viagens aéreas só a 86 euros e ferry “todo o ano e a preço justo”, defendeu Albuquerque hoje no Parlamento

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Albuquerque promete lutar por uma ligação marítima de passageiros, entre a Madeira e o Continente, durante todo o ano.

Por vias aérea, passagens a 86 euros. E ponto final. Ninguém paga mais um cêntimo. Por via marítima, viagens “todo o ano e a preço justo”. Foi isto mesmo, assim claro, o que Miguel Albuquerque disse, hoje, na Assembleia Regional, no debate mensal sobre acessibilidades. “Sempre defendemos o pagamento de apenas 86€. Todo o resto, deve ser o Estado a chegar a entendimento com as empresas e não o Madeirense a ser penalizado”, esclarece o presidente do Governo. “Não deixaremos de lutar por uma ligação todo o ano por via marítima”.

“Levamos três anos nisto, mas não há maneira de termos um PS que coloque os interesses da população acima dos seus objetivos eleitoralistas. “sta indiferença e este esquecer da Madeira está tão enraizado na visão centralista de Portugal, que foi este Executivo quem teve de desenhar e colocar em prática uma solução que viesse aliviar as famílias Madeirenses com estudantes fora da Região”, reforçou Miguel Albuquerque.

O líder do governo madeirense reafirma que “não nos podíamos contentar com a passividade e a falta de respeito do Governo das Esquerdas, perante o drama de famílias cujos filhos não podiam vir à Madeira no Natal ou na Páscoa, por não terem 500, 600 ou 700 euros para adiantar! Este governo encontrou uma solução! Depois do fretamento de dois aviões. Depois de inúmeras insistências, desenhamos um programa de apoio ao Estudante Insular. A forma como ele tem funcionado é a melhor resposta aos que fingem não ter solução. Aos que dizem que é impossível ou muito complicado”.

“O que custava ao Governo da República replicar este modelo para todos os cidadãos da Madeira e do Porto Santo? Custava o ter de dar o braço a torcer, de que afinal existe uma solução.Demos o exemplo e continuamos a trabalhar, mesmo que Lisboa esteja a remar ao contrário!”, deixa sublinhado Miguel Albuquerque.

O presidente do Governo aponta, ainda, que “as a mobilidade dos Madeirenses e Porto Santenses não se pode ficar pelos problemas colocados por uma ligação em que a empresa pública TAP, com metade do capital a pertencer ao Governo Português, brinca com as pessoas, dizendo que os preços são “módicos”. Defende que “a mobilidade dos Madeirenses também tem de acontecer por via marítima. Todo o ano e a um preço justo!”

Albuquerque recorda que “este Governo desencadeou um concurso e garantiu uma ligação de 12 viagens por ano, pagando 3 Milhões de euros para assegurar a ligação marítima entre a Madeira e o Continente, substituindo-se ao Estado, que entretanto finge desconhecer o problema”.

O chefe do executivo lembra que “ter continuidade territorial, não pode ser um princípio que a Constituição apresenta para o conforto moral e intelectual de Lisboa. Tem de ser uma realidade assegurada por um Estado que trate todos os Portugueses de forma equitativa e justa. Só em Portugal é que a ligação entre as ilhas e o continente é considerada uma excentricidade! Mais um aspecto em que a Autonomia teve de pagar os seus próprios custos de insularidade, um verdadeiro contrassenso que deveria envergonhar os partidos de esquerda que governam Portugal”.

Miguel Albuquerque falou, também, do apoio que o Governo do Partido Social Democrata deu aos estudantes universitários na nossa Região, para denunciar que “uma vergonhosa artimanha do Governo das esquerdas mudou sorrateiramente – não tem outro nome – a lei e empurrou para os Madeirenses o pagamento do apoio à mobilidade terrestre dos seus estudantes universitários. Foi desta forma que as esquerdas mostraram como olham para os jovens universitários das Regiões Autónomas. Recusando apoiar a sua mobilidade. Negando um apoio importante para as suas famílias! Abrindo um fosso entre os universitários no Continente e os universitários nas Regiões Autónomas”.

 

 

 

 

 

 


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