CDS pede oportunidade ao povo para governar a Madeira e se isso acontecer promete mudar a saúde

CDS comissao politica 5 de junho 2019 B
“Vamos pedir uma auditoria interna independente. Vamos gerir melhor o sistema porque se o sistema privado tem de ser complementar, então o sistema público tem que responder às necessidades dos madeirenses”.

“Se o povo der oportunidade de governar a Madeira, o CDS vai mexer com o sistema de saúde a favor dos madeirenses”, prometeu esta quarta-feira o presidente da Comissão Política Regional do CDS-PP Madeira, Rui Barreto, no final da reunião do principal órgão do partido, o primeiro encontro depois das eleições europeias de 26 de maio.

Os dirigentes regionais analisaram os resultados das eleições europeias e definiram já algumas das estratégias para os dois próximos actos eleitorais: as eleições regionais a 22 de setembro e as legislativas nacionais a 6 de outubro.

Rui Barreto lembrou que o CDS obteve na região o “melhor resultado de todo o país”, mas o caminho para as regionais é aquele que agora mobiliza o partido e com alguns temas já escolhidos.

O líder regional começou por falar do património do partido no plano da Saúde, com mais de uma década. Recordou as 90 iniciativas apresentadas no Parlamento para melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde prestados aos madeirenses e porto-santenses, a luta pela construção do novo hospital, “uma luta que começou sozinho”, para depois concretizar. “O CDS vai pedir uma auditoria interna independente para analisar o Serviço Regional de Saúde”.

E quanto ao PS, resumiu: “A solução que o dr. Paulo Cafôfo apresentou, é comprar um hospital, como se comprando o edifício conseguisse apagar a lista de espera, é, portanto, um partido que não oferece confiança”, sublinhou.

Com este cenário traçado, o líder da oposição regional dirige um apelo aos eleitores. “Aquilo que peço é que confiem no CDS”, pediu Rui Barreto. “O CDS vai mexer com o sistema de saúde a favor dos madeirenses. Como? Moralizando o Sistema Regional de Saúde. Tem de haver transparência. Vamos pedir uma auditoria interna independente. Vamos gerir melhor o sistema porque se o sistema privado tem de ser complementar, então o sistema público tem que responder às necessidades dos madeirenses.Temos 11 blocos operatórios, mas a capacidade de produção é de apenas 50%. Do que precisamos não é de 75 milhões de euros para comprar um hospital privado, mas de maior produtividade nos blocos operatórios, provendo mais anestesistas, mais enfermeiros e provavelmente cirurgiões em algumas especialidades”.

Um dos problemas recorrentes na saúde, é a promiscuidade entre o setor público e o privado. O líder do CDS vai directo à questão. “Temos de acabar com isso”, assume. “Eu não diabolizo o privado, acho que o sistema privado pode ser opcional para quem deseja lá ir, o que não posso é viver numa terra onde a pessoa que não tem recursos e não tem alternativa no sistema público, tem de sair da Região para fazer uma cirurgia com os custos que isso acarretam”.


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