3ª edição do documento histórico “Carta a Um Governador” já se encontra à venda

Está já disponível na Livraria Esperança e na representação da mesma na Feira do Livro do Funchal, segundo nos informaram, a nova e recente reedição da “Carta a Um Governador”, um documento datado de 22 de Abril de 1969 e que foi motivo de nova discussão numa sessão que se realizou no Palácio de São Lourenço, a 16 de Março último. Presentes, estiveram vários dos subscritores deste documento, que surgiu em plena “Primavera marcelista” e almejava sensibilizar o governador civil do distrito autónomo do Funchal, Braancamp Sobral, para a necessidade de corrigir assimetrias na relação do Estado com o ultraperiférico arquipélago da Madeira, que carecia de estruturas fundamentais numa série de áreas, inclusive a da Saúde. O momento, sublinhavam os signatários, era grave: era denunciado o “empobrecimento gradual dos cidadãos” o “sacrifício de gerações” e grandes sectores da população estavam a ser “condenados à miséria e à ignorância”, e ainda à emigração.

Nesta terceira edição do documento (que já havia sido reeditado em 1994) um dos dois principais redactores do mesmo, o jornalista José Manuel Barroso salienta num novo prefácio o “panfleto reivindicativo” que foi esta “Carta a Um Governador”, um “texto desafiante, um requisitório pelas liberdades e pela autonomia” que “conduziria, depois, a uma candidatura de Oposição, pelo círculo do Funchal, nas legislativas do Outono do mesmo ano”.

Razão pela qual, em seu entender, merece ser recordado meio século mais tarde. “A História faz-se de memória”, realça Barroso.

Nesta nova edição surge como apêndice o prefácio da 2ª edição, assinado pelo primeiro subscritor da Carta e o segundo dos principais redactores da mesma, António Loja.