Candidata do CDS defende apoio a 100% no transporte de mercadorias entre a Região e o continente

O CDS irá bater-se no Parlamento Europeu para que o apoio no transporte de mercadorias regionais para o continente português, e dentro do espaço comunitário, tenha um apoio na ordem dos 100%, tal como já existe com as mercadorias de Canárias para o território continental espanhol e da UE.

Margarida Pocinho, a candidata do CDS-PP Madeira ao Parlamento Europeu integrada na lista encabeçada por Nuno Melo, garantiu esta segunda-feira que irá debater com o cabeça de lista do CDS às eleições europeias, a forma de pressionar Bruxelas a conceder à Madeira as mesmas ajudas que são dadas a Canárias. “É muito importante para as nossas empresas começarmos a assentar o debate na União Europeia”, disse a candidata, no final da reunião com o presidente da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF), Jorge Veiga França, encontro acompanhado pelo líder do CDS-PP Madeira, Rui Barreto.

Neste encontro foram passados em revistas assuntos de diversa ordem, todos eles envolvendo os apoios comunitários. Há três anos que a Região não abre as candidaturas do Programa Valorizar, que co-financia novas empresas e novos projectos, a modernização e a inovação. O caminho percorrido pelo Governo Regional do PSD, nos últimos três anos, tem sido o de canalizar a maior parte das verbas para o programa SI Funcionamento das empresas já existentes. “Devemos começar a apostar no investimento, na modernização das empresas e na inovação” defendeu Margarida Pocinho, para acrescentar: “Mas também na qualificação dos nossos recursos humanos porque as empresas dependem da qualidade dos recursos humanos”, disse, voltando a criticar Bruxelas pela “excessiva burocracia”, pela “dificuldade” em fazer um projecto de candidatura, passando pela própria “fiscalização” dos projetos aprovados.

Margarida Pocinho assegurou que o CDS irá empenhar-se para que as pequenas e médias empresas (PMEs) continuem a beneficiar dos apoios comunitário, pelo que representam no tecido económico regional e ao nível dos postos de trabalho. “Queremos também um reforço das verbas para ajudar na criação de novas PMSs”, explicou a candidata. “A próprio ACIF transmitiu-nos a sua preocupação em relação às verbas para este setor, não apenas quanto à necessidade de manter o quadro de apoio existente como se possível reforçá-lo”, disse. “A ACIF fala mesmo na necessidade de se avançar para uma requalificação integrada, isto é, deixar de haver medidas avulsas e passar a existir uma estratégia regional de apoio ao investimento, à formação e à qualificação”.


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