Paulo Cafôfo, Francisco George e toda a oposição usaram da palavra nos 45 anos do 25 de abril

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O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, presidiu esta manhã à cerimónia oficial de comemoração do 45º aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974 no concelho.

Na Sessão Solene, esteve presente todo o Executivo Municipal e tiveram a palavra todas as forças políticas representadas na Assembleia Municipal, bem como o orador convidado pela CMF, este ano, Francisco George, médico português e histórico Diretor-Geral da Saúde, que exerce atualmente as funções de Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.

Paulo Cafôfo destacou “o enorme privilégio por estarmos reunidos a comemorar os 45 anos da Revolução, sobretudo porque, no Funchal, não a comemorámos durante uns longos 40 anos. Desde que iniciámos funções, esta é, contudo, a nossa cerimónia institucional mais importante, depois do Dia da Cidade, e continua a ter tanto significado hoje, como o teve há cinco anos, e como a sua não realização teve nos 40 anos anteriores.”

“Num dia tão simbólico como este, aquilo que importa dizer é que o facto de o Funchal ter passado a respirar o 25 de Abril, é o melhor sintoma da saúde que tomou a cidade nos últimos anos”, prosseguiu Paulo Cafôfo, fazendo um balanço da sua governação no Funchal, com destaque para temas como a redução da dívida, a aposta na qualidade de vida nas Zonas Altas, o investimento no Ambiente e na Proteção Civil, e os grandes resultados no campo da Reabilitação Urbana, onde o Funchal passou a ser referência para todo o país.

“Acredito, ainda assim, que a nossa maior marca foi a aposta no Desenvolvimento Social, honrando de forma plena os valores do 25 de Abril e cumprindo o desafio de ir em busca de uma cidade mais justa, mais inclusiva, mais humana, e com mais progresso e futuro para todos”, referiu o Presidente, destacando as áreas da Habitação, da Educação e da Saúde.

No campo da Habitação, Paulo Cafôfo recordou o Programa Amianto Zero, “que erradicou um problema de Saúde Pública que foi do conhecimento de todos os Executivos camarários desde os anos 70, mas que fomos nós a resolver, pondo fim à habitação social com amianto no concelho”, e reforçou que “a CMF é a entidade pública da Região que mais habitação social construiu desde que entrámos em funções.”

A propósito, o Presidente anunciou que a Autarquia vai celebrar, já no próximo mês de maio, “um acordo de financiamento com a Secretaria de Estado da Habitação para a construção de nova Habitação Social no Funchal, que levará à construção de dezenas de fogos de raiz a partir do próximo ano e a um investimento que pode ultrapassar os 15 milhões de euros na próxima década em novas residências.”

Em termos educacionais, o autarca recordou a atribuição histórica de bolsas de estudo universitárias a todos os funchalenses a frequentarem o Ensino Superior, e ainda a gratuitidade do Ensino Básico, assente na política de manuais gratuitos, abordando, por fim, a Saúde, tema no qual Paulo Cafôfo foi perentório ao afirmar que “é preciso ter a coragem, nesta Região, das instituições públicas com responsabilidades denunciarem o que não está bem, encararem a gravidade do problema e tentarem contribuir para a solução.”

“Curar a doença não é uma competência dos Municípios, mas promover a Saúde Pública é certamente, e o Funchal tem estado, como sempre, na dianteira deste tema, usando todos os recursos que tem ao seu alcance para encontrar soluções de proximidade, e acudir quem mais precisa”, com foi o caso do Programa Municipal de Apoio à Aquisição de Medicamentos por Idosos, que já apoiou mais de um milhar de pessoas, num investimento que chegará no fim deste ano ao valor de um milhão de euros.

“O Funchal continuará a cumprir o seu papel para contribuir para o bem-estar da nossa população. Por isso mesmo, anuncio aqui hoje, que a Câmara Municipal do Funchal vai desenvolver ao longo deste ano o seu Plano Local de Saúde, que será o primeiro da Região e contará com o envolvimento de técnicos e cidadãos, alinhando as prioridades da Saúde com as políticas públicas municipais”, estando focadas, à partida, áreas prioritárias de intervenção, como o combate à obesidade infantil, às doenças cardiovasculares, à diabetes e ao isolamento social.

“Numa hora em que este projeto se prepara para continuar a crescer, é importante dizer que nada acaba aqui”, concluiu Paulo Cafôfo.

“O Funchal continuará a prosperar nos próximos anos, porque há trabalho feito, as bases foram lançadas, e este projeto continuará pelas mãos de um Executivo que está mandatado para tal e que continuará a ser bem-sucedido”, rematou.