Joaquim Chaves Saúde explica que não concorreu à concessão da Medicina Nuclear do SESARAM por ser “obrigatório integrar o Dr. Rafael Macedo na equipa”

Obrigatoriedade de integrar o médico Rafael Macedo no serviço fez recuar a Joaquim Chaves Saúde da exploração da unidade pública de Medicina Nuclear.

Na sequência da reportagem da TVI sobre a unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, com declarações do então médico coordenador Rafael Macedo, que se encontra suspenso com processo disciplinar, mas tanbém com posições de Miguel Ferreira, antigo diretor clínico e presidente do conselho de administração do Serviço Regional de Saúde, ambos no sentido de haver um suposto favorecimento do privado, em prejuízo do serviço público, envolvendo a empresa Quadrantes, propriedade do grupo Joaquim Chaves Saúde, este grupo exerceu o seu direito de resposta naquela estação televisiva, que ontem mesmo divulgou um esclarecimento que pretende rebater a forma como o classificado como “negócios de milhões” funciona.

O assunto desencadeou uma onda de protestos, por parte das entidades públicas, dos profissionais atingidos e da empresa Quadrantes, motivando a criação de uma comissão de inquérito, que já concluíu as audições e prepara-se para emitir o respetivo relatório.

A Joaquim Chaves Saúde explica as razões que a levaram a recusar, face à proposta do Governo Regional, concorrer à futura exploração da unidade de Medicina Nuclear do Hospital do Funchal, com o facto de “ter sido transmitido ao grupo a obrigatoriedade deste integrar, na sua equipa, a prestação do Dr. Rafael Macedo, profissional a quem não reconhece a qualidade, experiência e técnicas necessárias para integrar a sua equipa”.

À TVI, a Joaquim Chaves Saúde refere, respondendo a esse “negócio de milhões” que “a faturação ao Governo Regional, por parte da Joaquim Chaves Saúde, ao longo de nove anos de atividade, entre 2009 e 2018, foi em média de 154 mil euros por ano. Em 2018, foram faturados 90 mil euros correspondentes a 290 exames de Medicina Nuclear realizados na unidade da Joaquim Chaves Saúde”, apontando que a manutenção anual do equipamento tem um custo 64 mil euros, a que acrescem custos com radiofármacos, recursos humanos e outros, o que  é falsa a alusão a um lucro de milhões”.

A Joaquim Chaves Saúde refere, ainda, que em todo o processo de discussão, existe uma mistura de situações relacionadas com Medicina Nuclear e Radioterapia, juntando o total de montantes para concluir que daria para construir 15 unidades de Medicina Nuclear, quando as 15 unidades não poderiam tratar um único doente que necessitasse de tratamento de Radioterapia na doença oncológica.

As declarações de Rafael Macedo, de que em quinze meses de atividade da unidade do hospital da Madeira, foi realizado um total de 820 exames, lamentando que este número esteja muito abaixo do que poderia fazer, dando a entender que o número é inferior porque supostamente os doentes estão a  ser desviados para a unidade da Joaquim Chaves Saúde. Ora, a  unidade de Medicina Nuclear da Joaquim Chaves da Madeira realizou, nesse período, um total de 344 exames, número que inclui também exames feitos a titulo particular. Por isso, os 2500 a 2800 exames que o Dr. Rafael Macedo diz que poderia estar a realizar, não estão a ser feitos na Joaquim Chaves Saúde…”.

A posição da Joaquim Chaves contesta, também, o custo de apenas mais 8 euros por exame avançado por Rafael Macedo, sendo que cada ampola do radiofármaco custam 500 euros.

 


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.