A CDU realizou hoje uma acção de contacto com a população visando denunciar a degradação dos serviços públicos privatizados. O candidato Ricardo Lume criticou o facto de terem sido entregues, em Portugal e na RAM, a privados sectores estratégicos da nossa economia. “Os anteriores Governos da República e da Região, a pretexto do pacto de agressão ao Povo e ao País, imposto pelo FMI, pela União Europeia e o Banco Central Europeu, e do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro imposto aos madeirenses e portossantenses, entregaram, empresas e sectores estratégicos a interesses privados. Um exemplo claro foi a privatização dos CTT”, apontou.
As consequências, denunciou, tiveram expressão na extinção de postos de trabalho, no aumento da precariedade laboral, na desregulação dos horários de trabalho, na opção de contratação de empresas de prestação de serviços em vez de se contratarem trabalhadores para desempenharem necessidades permanentes e essenciais ao funcionamento da empresa.
“Por outro lado, os utentes são confrontados com a degradação da qualidade dos serviços, o aumento dos preços e no caso dos CTT o encerramento de estações e a redução do horário de funcionamento”, criticou.
É importante, referiu, “relembrar que a entrega destes sectores estratégicos a interesses privados tem responsáveis, pois foi a União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI que impuseram no pacto de agressão ao Povo e ao País, mas se a Troika estrangeira foi a mandante, a Troika nacional (PS, PSD e CDS) foi a executora de tal acto que penalizou os interesses dos trabalhadores e do povo”, declarou.
Ora, para a CDU não só é possível como necessário reverter a privatização de empresas estratégicas como os CTT, garantindo assim o controlo público, e garantindo a estabilidade laboral e a qualidade dos serviços.
“A nossa intervenção seja no Parlamento Europeu, seja na Assembleia da República, seja na Assembleia Regional, será sempre no sentido de defender o interesse dos trabalhadores e do povo, afirmando que público é de todos e privado é só de alguns, por isso o controlo público dos sectores estratégicos é fundamental para o desenvolvimento do País e da Região”, prometeu.
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