Miguel Guimarães, o Bastonário da Ordem dos Médicos que está a ser ouvido na Assembleia Regional, no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao funcionamento da unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, considerou há pouco que “o secretário regional da Saúde deveria receber a Ordem dos Médicos”, respondendo a uma questão do deputado Mário Pereira, do CDS, que apontou declarações de Pedro Freitas, o presidente do conselho médico da Região, que lamentou o facto de Pedro Ramos não receber a Ordem na Região.
Mário Pereira falou nos problemas no SESARAM, sublinhando que os mesmos “foram deitados para debaixo do tapete por parte das diferentes administrações, criando problemas nos serviços e no trabalho dos médicos. O Bastonário respondeu dizendo que “estamos a passar uma situação difícil a nível nacional, que leva a que o sofrimento ético esteja muito alto. A taxa de médicos que tem saído do serviço público é elevada, houve um concurso em que 45% das vagas não foram ocupadas. Enquanto os governos não perceberem que deve-se apoiar os profissionais de saúde, é evidente que vamos ter problemas”.
Miguel Guimarães disse, no entanto, que “a Medicina Nuclear tem uma particularidade que não noto noutras circunstâncias. E por mais que as pessoas estejam ansiosas, não é acusar os médicos de fazerem coisas sobre as quais não têm responsabilidades. O comportamento do Dr. Rafael Macedo foi complexo. Das suas declarações, algumas já estão enquadradadas como violações do código deontológico. As afirmações muito graves”.
Mário Pereira lembrou declarações de Miguel Ferreira, antigo presidente do conselho de administração do SESARAM e diretor clínico, de que estamos a beneficiar os privados em prejuízo do público. Miguel Guimarães aponta que “em primeiro lugar, os médicos tinham, até 2009, a possibilidade de trabalharem em exclusivo. Depois disso, o ministro de então acabou com isso. E o que acontece é que o serviço privado está a complementar o público. Se neste momento não tivessemos a oportunidade de um serviço público, os tempos de espera ainda seriam maiores. Sobre as declarações do Dr. Miguel Ferreira parecem-me imprudentes, mas não há qualquer queixa na Ordem sobre essas mesmas declarações”.
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