Rui Barreto quer “reconstruir o Sistema Regional de Saúde”

Reconstruir o Sistema Regional de Saúde (SRS), envolvendo todos os profissionais do sector, neste que é “um grande desígnio do futuro”, é o compromisso do CDS-PP assumido esta segunda-feira por Rui Barreto, porque, diz, “a saúde está sem rumo, não há liderança nem estratégia”, refere um comunicado deste partido.
O líder centrista falava na apresentação da conferência “Ouvir a Saúde”, que o Conselho Económico e Social do partido vai organizar no próximo sábado, dia 13 de Abril, a partir das 15h30, aberto a toda a população e aos profissionais de saúde, no Casino da Madeira, com a presença do bastonário da Ordem dos Médicos, José Miguel Guimarães, e de outros três convidados, nomeadamente José Manuel Teixeira, director clínico e antigo presidente da Sociedade Portuguesa da Cirurgia da Mão, que irá falar da relação entre o sector público e o privado; Eduardo Lemos, director da Casa de Saúde S. João de Deus, que irá pronunciar-se sobre a importância das IPSS na oferta que têm para o sector; e Ricardo Duarte, médico anestesista, madeirense, presidente do INEM na Região norte. “Queremos envolver os melhores”, afirmou Rui Barreto.
“Criar um clima de paz e de confiança, não apenas inter pares, mas também com toda a população”, é o propósito do líder da oposição regional, salientando: “É preciso despartidarizar o SRS, haver mais transparência e, no fundo, ter respostas para as necessidades dos doentes.”
O ciclo de conferências que o CDS-PP Madeira tem vindo a organizar, através do Conselho Económico e Social do CDS, órgão coordenado por José Manuel Rodrigues, tem como ponto de partida “Um problema, uma solução”. Nesse sentido, Rui Barreto diz que o SRS precisa de “novas respostas” e é isso que espera da próxima conferência.
“Queremos ouvir os profissionais, conhecer novas respostas, obtidas através da inovação e modernização, para problemas actuais e cada vez mais desafiantes”, declarou. “O CDS considera que este modelo está esgotado, é preciso uma nova atenção na gestão dos recursos humanos e travar a saída de profissionais de altíssima qualidade do SRS para outras instituições públicas ou privadas do continente. O CDS quer contar com os melhores e não nos importamos de que área são e que filiação têm porque o SRS deve estar ao serviço das populações e colocar o doente no centro da acção política”, sublinhou. “Já fomos um sistema relevante e de referência nacional, fomos perdendo isso ao longo do tempo, mas temos capacidade instalada e sabedoria, precisamos de remar todos do mesmo lado para que a saúde deixe de ser um problema”, concluiu.