
Tomásia Alves, a presidente do conselho de administração do SESARAM, acredita que Rafael Macedo poderá retratar-se, mas admite que “vamos ter um problema, que é o médico ganhar a confiança dos seus pares, mas cabe a ele e só a ele essa tarefa”. Disse que “é preciso aguardar, com serenidade, o desenrolar do processo”.
Na audição junto da comissão parlamentar de inquérito ao funcionamento da unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, Tomásia Alves diz que as ausências de Rafael Macedo ao serviço não constituem “razão suficiente para suspender o médico, faz parte do processo, mas este é mais abrangente”.
Lopes da Fonseca, o deputado do CDS, questiona a responsável pelo SESARAM sobre o que motivou o processo disciplinar ao médico coordenador da unidade de Medicina Nuclear. Tomásia Alves diz que “um processo não se faz de um dia para outro, nós não gostamos de abrir processos disciplinares. É com muito pesar que um conselho de administração abre um processo, não abre porque está zangado”.
Aquela responsável disse, em comissão, que não tem Facebook, classificando a rede social de uma base de “bilhardice”, admitindo no entanto que, apesar de não estar inscrita na rede social, tinha pessoas que lhe faziam chegar informações que ali eram transmitidas.
Naquilo que se prende com o funcionamento da unidade de Medicina Nuclear, refere que “em termos de procedimentos administrativos, estão reunidas as condições, existem bons equipamentos, falta a atualização e formação da equipa, seria muito bom que contratassemos mais um médicos e mais um técnico. Atrever-me-ia a convidar esta comissão a visitar a unidade de Medicina Nuclear”.
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