António Costa, o primeiro minitro, já tinha afirmado, na tarde de hoje, que era necessário encontrar um mecanismo que clarifique melhor as nomeações de familiares para cargos públicos, na sequência da polémica relacionada com várias indicações que iam no sentido da ocupação de lugares a familiares de políticos, situação que culminou com a demissão do secretário de Estado do Ambiente, que tinha nomeado um primo para seu adjunto.
Também hoje, Marcelo Rebelo de Sousa deixou bem claro que “vale a pena rever a lei”, lembrando que a lei em vigor tem 20 anos e que hoje, o juizo da opinião pública “é mais exigente”.
A situação relacionada com a nomeação de familiares para cargos públicos não é nova, é até muito frequente em quase todos os governos, nacionais e regionais, sendo que a situação que agora ocorre surge num contexto de ano com três eleições e ganhou contornos as alterações operadas no Governo da República, onde o número começou a provocar reações na oposição.
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