
Se o doente necessita de um exame por ultrapassar os tempos limites de espera, deveria fazê-lo sem necessitar do parecer do conselho de administração do SESARAM, deveria ser suficiente o parecer médico. Esta posição foi defendida, há pouco pelo presidente do Conselho Médico da Região da Ordem dos Médicos, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito ao funcionamento da Medicina Nuclear do SESARAM, admitiu que existam situações de encaminhamento para o privado “devido à pressão das listas de espera”. Diz que “esperar é normal, mas esperar muito tempo coloca limitações à prática”.
Pedro Freitas teve uma declaração que “mexeu” com o Parlamento: “Temos um secretário que não faz o que devia e não fala com a Ordem, toma decisões sozinho, tem o direito de fazê-lo mas deveria ouvir a Ordem dos Médicos”.
Depois desta declaração, o deputado social democrata Carlos Rodrigues disse ser importante não haver desvios do cerne da questão e disse que outras motivações devem ser reservadas para outros momentos, questionando sobre a inexistência de listas de espera para casos urgentes, fazendo contraponto com as declarações do médico sobre a existência de aumento das listas de espera. “Confirma que há uma lista de espera que está sobredimensionada”? Pedro Freitas diz que “é preciso conhecer os números e há doentes que já procuraram outra solução”.
Mário Pereira, o deputado do CDS Madeira, que é médico, questionou sobre se a portaria dos tempos de espera são cumpridos no SESARAM, mas Pedro Freitas diz que “não”, ainda que desconheça se essa mesma portaria se aplica à Região. “Nos casos menos graves, os tempos recomendados de espera não são cumpridos”.
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