CDS recebe líder Assunção Cristas em noite grande no feminino

Assunção Cristas considera que a desigualdade “não é um tema das mulheres, é uma tema das mulheres e dos homens”.
Jantar do CDS mobilizou 600 mulheres.

“O CDS é cada vez mais um partido de mulheres”, declarou na noite desta sexta-feira Rui Barreto, entusiasmado com a plateia que tinha à sua frente, composta por 600 mulheres, concentradas no Pavilhão do CDS Marítimo, onde decorreu o Jantar das Mulheres, um evento que o CDS Madeira organiza há 20 anos de forma consecutiva e que este ano contou com a presença da líder nacional do partido, Assunção Cristas.

Barreto lembrou que o partido é liderado por uma mulher, Assunção Cristas, que tem Margarida Pocinho em quinto lugar na lista ao Parlamento Europeu, Ana Cristina Monteiro, vereadora na CMF e presidente da VENECOM, Carla Baptista de Freitas, foi “número um” à Assembleia Municipal do Funchal, Élia Gouveia, e Sara Madalena, ambas vereadoras na Câmara de Santana e da Ponta do Sol, respectivamente. “O mais importante é que elas estão nesses lugares por mérito e competência, pela energia, pelo que são, pela inspiração e coragem e pela esperança que dão ao mundo”, disse Rui Barreto.

Na sua opinião, “homens e mulheres têm de caminhar juntos, lado a lado”. Só desta forma, diz, se poderá terminar com o flagelo da violência doméstica. “Não podemos ser brandos perante o crime”, referiu, dizendo-se “envergonhado” com o facto de a Madeira ser a segunda região do país com o maior nível de violência doméstica.

O líder do CDS Madeira apelou a uma” mudança de mentalidade e de maior responsabilidade das famílias, das escolas, o reforço da autoridade dos professores, e instigou as mulheres a não desistirem”.

Nuno Melo, cabeça-de-lista do CDS às eleições europeias de 26 de Maio, aproveitou o momento para relevar o papel da mulher, mostrou-se “impressionado com a grande concentração de mulheres” e confessou que não lhe passa pela cabeça pensar que pelo facto de ter dois filhos, um rapaz e uma rapariga, esta venha a ter “menos oportunidades” que o seu irmão só por ser mulher. Apelou por isso à “bravura e coragem das mulheres”.

Margarida Pocinho, a professora universitária indicada pelo CDS Madeira ocupa o 5.º lugar da lista de Nuno Melo, pediu “coragem”, deu alguns exemplos de vida para dizer que o mais importante “é participar, falar, agir e não ficar à espera”.

Assunção Cristas encerrou a cerimónia com apelos “à força das mulheres”.  Disse-se convencida de que a plateia com 600 mulheres “representa a força das mulheres da Madeira mas também a força do CDS, porque se estão cá e são tantas é porque não querem ficar em casa”, referiu, para recordar que Nuno Melo, momentos antes, havia afirmado que “metade do mundo é feito de mulheres”, o que para Assunção significa que “as mulheres são responsáveis por fazer andar o mundo”, notou.

Para a líder nacional do CDS a desigualdade “não é um tema das mulheres, é uma tema das mulheres e dos homens”, sublinhou.


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