
O Tribunal da Comarca da Madeira pediu advogado para a defesa oficiosa de José Manuel Coelho, o Conselho Geral da Ordem dos Advogados indicou Alexandre Carvalho, segundo a lista de escalas para o dia 25 de fevereiro, dia de início do julgamento do megaprocesso, de 30 volumes, onde o dirigente do PTP é acusado de difamação, por declarações feitas enquanto era deputado na Assembleia Regional. Uma decisão que desencadeou, desde logo, uma reação contrária por parte do arguido. Quer outro advogado, diz que a lei lhe confere esse direito. Pretende ir a Lisboa procurar defesa. Diz que é “por uma questão de confiança”. Só que, na prática, o que pode Coelho fazer é suscitar incidente e pedir à Ordem a substitução de advogado. Ou o próprio advogado recusar a defesa.
Coelho protestou, primeiro junto à juíza Teresa Miranda, manifestando a sua discordância por aquela nomeação oficiosa, sendo que a principal razão prende-se com o facto de Albertino Carvalho ser membro da JSD-Madeira, do secretariado social democrata e deputado municipal do PSD, no Funchal. O arguido pretende ser defendido por outro advogado, afirma ter esse direito e diz ter cumprido todos os requisitos que a sua condição neste processo permite, no sentido de manifestar essa recusa no prazo de 20 dias. Sem resultados práticos, refere. Diz que a juíza não aceitou. Seguiu-se, por isso, um protesto junto da Ordem dos Advogados.
José Manuel Coelho queixa-se, à Ordem, da posição assumida pelo advogado, afirma que o mesmo “não teve tempo de analisar o processo”, e manifestou isso mesmo no protesto entregue, onde afirma não ter confiança na defesa que lhe foi “imposta”. Faz considerações relativamente à origem das queixas que originaram este processo, é de opinião que algumas situações já prescreveram.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





