Prédio da Insular ainda a arder, trabalhos do LREC e da Judiciária adiados para amanhã

Os Bombeiros Sapadores do Funchal permanecem no local com uma viatura pesada.

O prédio da Insular, cujo interior foi destruído pelo incêndio da última sexta-feira, ainda está a arder. As temperaturas que hoje se fizeram sentir não ajudaram a debelar, por completo, a possibilidade de pequenos reacendimentos, pelo que os bombeiros ainda tiveram trabalho e permanecem de prevenção no local, precisamente para acorrer a estas situações.

Neste enquadramento da situação, estava prevista a entrada no edifício de técnicos do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), para avaliação da estabilidade do prédio, bem como da Polícia Judiciária, no âmbito da investigação policial que visa apurar a origem do fogo que alarmou o Funchal e atingiu um edifício emblemático da cidade, que se encontrava devoluto e é propriedade do empresário Avelino Farinha, que para ali tem pensado um investimento hoteleiro.

Em declarações ao Funchal Notícias, o diretor do LREC, Pimenta de França, revelou que “os trabalhos que estavam previstos para hoje não foram realizados, não se fez o que tinha de ser feito, vai ficar para amanhã. Enquanto estiver a arder não podemos  avançar, a situação já deveria estar normalizada, mas é natural que estando o dia como está, quente, numa realidade em que as madeiras estão cobertas, há muito entulho, e por baixo ainda está a arder. Vamos ver se existem condições amanhã”.

Os Bombeiros Sapadores do Funchal estão no local com uma viatura pesada. Hoje de manhã, com o auxílio de uma escada, foi possível deitar água para o interior do edifício, no sentido de ir eliminando os possíves focos de reacendimento, situação que voltará a acontecer esta tarde. Uma outra intervenção dos bombeiros está condicionada a questões de segurança, uma vez que não havendo a possibilidade de verificação da estabilidade do edifício, a situação recomenda a uma atuação prudente.

Entretanto, o gabinete de comunicação da Câmara do Funchal revela que “neste momento decorrem trabalhos técnicos, que deverão prolongar-se nos próximos dias”. Para já, a zona encontra-se encerrada nos acessos pedonais e rodoviários à volta do edifício atingido, d eacordo com as informações que já ontem a Autarquia tinha avançado, designadamente dando conta dos condicionamentos:

Acessos pedonais encerrados:
– Largo do Pelourinho
– Rampa do Cidrão
– Rampa D. Manuel
– Travessa da Malta

Acessos rodoviários encerrados:
– Travessa da Malta
– Rampa D. Manuel

Estabelecimentos comerciais encerrados:
– Largo do Pelourinho
– Todos os que tiverem acesso através da Travessa da Malta

O acesso pedonal à Rua Direita mantém-se (numa grande parte, exceção à zona a partir da Casa Santo António)K através da rua Dr. Fernão de Ornelas – Rua da Cadeia Velha.

A Autarquia informou, também, como já fizemos referência ontem, que está a avaliar alternativas para quem estaciona habitualmente no local e avançará com as mesmas oportunamente.