José Prada estranha que Cafôfo só tenha “acordado agora” para o problema da TAP

O secretário-geral do PSD-Madeira, José Prada reagiu ao comentário feito por Paulo Cafôfo a propósito da TAP.

“Entre a ignorância e a demagogia, o candidato do Partido Socialista navega sem rumo e dispara em todas as direções, sem, todavia, acertar num tiro que seja.

Senão vejamos. Onde é que estava o suposto candidato quando, no ano passado e de forma praticamente unânime, todos os madeirenses se associaram aos protestos contra a TAP que, também por parte do Governo Regional, se fizeram sentir a vários níveis e com grande intensidade?

Onde é que estava quando se instalou a Comissão de Inquérito Parlamentar para, precisamente, apurar responsabilidades?

Onde é que estava quando o Administrador da TAP que é madeirense – e também socialista – foi ouvido e negou quaisquer problemas?

Onde é que estava quando o Estado Português – que é da sua cor partidária e que detém a maioria do capital desta empresa – também sacudiu a água do capote?

Não me diga que só acordou agora. Ou melhor, que quase um ano depois das ocorrências que a TAP provocou a mais de 10 mil passageiros, nas suas deslocações à Madeira, é que caiu em si.

Ou será que só se lembrou de falar nisso ou de mostrar-se solidário porque sentiu na pele o problema?

E ainda vai mais longe quando usa o Plano de Contingência – que é da competência da ANA – para atacar o Governo Regional, quando foi o Governo Regional que insistiu, desde o primeiro momento, na sua criação.

Convém aqui lembrar que este Plano se aplica aos passageiros retidos no Aeroporto da Madeira e não aos que não conseguem aterrar e regressam a Lisboa. E também neste caso, o Governo Regional chegou-se à frente para criar, em colaboração com diversas entidades, uma Bolsa de Camas – uma das componentes do Plano de Contingência que é da responsabilidade da ANA, como atrás referi – para resolver o encaminhamento dos passageiros que, retidos na Região, precisassem de alojamento assegurado.

Posto isto e porque não basta vir para a rua dizer meia dúzia de banalidades, conforme já lhe é habitual, para convencer quem quer que seja, recomenda-se que, antes de mais, apure os factos. Fale com verdade.

Chega de demagogia, Senhor candidato! Se é para isto, reserve-se ao silêncio. É porque nem o desespero de querer voltar à sua terra – que é compreensível – justifica tanto disparate junto!”


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