O CDS voltou hoje a abordar a proposta para a criação do Estatuto do Cuidador Informal, explicando que o que se pretende com a mesma é dar condições às famílias para cuidar dos seus idosos em casa ou de outros familiares dependentes de cuidados orientados para a higiene, o conforto e bem-estar.
O líder do partido, Rui Barreto, foi ontem ao Caniço explicar às pessoas esta iniciativa legislativa do CDS, numa jornada alargada que se estendeu por mais seis concelhos, com uma equipa em cada localidade – Santo António, Funchal, Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol, Calheta e Machico.
Rui Barreto declarou à comunicação social, no final da jornada, que “existem 600 pessoas em situação de altas problemáticas, pessoas que estão nas camas dos hospitais com alta médica mas não têm quem as leve para casa, temos mais de 1.000 pessoas em espera para lares e uma rede de cuidados continuados esgotada. É preciso encontrar soluções, construir mais lares e alargar a rede de cuidados continuados”.
A proposta centrista, diz, ajuda a solucionar parte do problema, que é o Estatuto do Cuidador”. O serviço social e humanitário do cuidador informal leva Rui Barreto a defender uma compensação justa. “Se está a substituir-se ao Estado, tem de ter uma remuneração, no valor de 435 euros”, preconiza, para concluir. “Esta será uma bandeira do CDS”.
O PS chumbou uma proposta idêntica na Assembleia da República, mas Rui Barreto diz que este é o momento de mostrar à população a utilidade da Autonomia.
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