Emanuel Câmara acredita que 22 de setembro será um dia histórico para a Região

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O presidente do Partido Socialista-Madeira, Emanuel Câmara, afirmou, hoje, que o dia 22 de setembro será «um dia histórico para a Região Autónoma da Madeira (RAM), com o derrube de 42 anos de poder na Região».

Emanuel Câmara falava na abertura da Convenção “Madeira é Europa”, que decorreu no Centro Cultural John dos Passos e que contou com a participação do secretário-geral do PS, António Costa.

Na ocasião, Emanuel Câmara referiu que o PS quer ser poder na Região, mas não só pelo poder. «Nós queremos ser poder na RAM, porque nós queremos implementar na Região aquilo que nós temos feito como autarcas nas diferentes câmaras em que somos poder. E toda a gente sabe que os autarcas do PS, a sua primeira preocupação são as pessoas», sustentou.

O líder socialista lembrou a coligação que o partido quer fazer com a sociedade civil e disse não ter dúvidas que será «este ano que finalmente o cerne da democracia será uma realidade, com a alternância do poder, chegando o PS finalmente ao poder regional na nossa terra».

Emanuel Câmara desejou que a 26 de maio o PS tenha já uma grande vitória nas eleições europeias, novamente com um deputado da Madeira no Parlamento Europeu, e manifestou o desejo de que António Costa continue como primeiro-ministro de Portugal para, «juntamente com o Governo do PS e com Paulo Cafôfo à sua frente, resolvermos de uma vez por todas os problemas de todos os madeirenses e porto-santenses».

Já a presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol, Célia Pessegueiro, abordou a descentralização de competências do Estado para as autarquias, uma questão que, disse, na Região Autónoma da Madeira «está travada na Assembleia Regional». «Não tenho esperança que este assunto seja resolvido daqui até ao final do ano», disse.

Dirigindo-se a Paulo Cafôfo, a autarca socialista afirmou: «será tua a responsabilidade de, a partir de outubro de 2019, tratar da descentralização de competências e de meios para as autarquias, para podermos de facto tratar de coesão territorial».